Arquivos para o mês de Março de 2010

Numerologia, banguelice e sorte.

09/03

A história de Miron, o milionário, maravilhosamente narrada por Marcelo Moutinho. Clique aqui, descubra e divirta-se!


elementar

08/03

Após a leitura de dois livros do Sherlock Holmes cheguei a seguinte conclusão: Conan Doyle foi o primeiro autor de siticom que existiu. Escrevia em episódios curtos e ageis. Cena 1: Invariavelmente os personagens centrais, Holmes e Watson, encontravam-se distraídos no apartamento da Baker Street quando o primeiro criava uma provocação ao segundo. Em seguida a campainha tocava e mais um caso tinha início.


 

PAULO SCOTT

05/03

vai lá! Ithaca road:


... a sensação de que o gabinete de trabalho flutua no ar, prazos, distâncias, contas dobradas no bolso, um céu querendo acinzentar, luz, e o teu sorriso sem pânico sobre a certeza fabulosa de que, até mesmo quando atravessou a faixa de segurança olhando pra trás, não deixou nem por um segundo de respirar


Viagem no tempo através do azul

05/03

Do diário intimo de Lima Barreto

MANGUEIRA

A montanha é alta. O verde vai esmorecendo e para cima há cambiantes azulados. O sol côa-se através de nuvens na altura da Tijuca. Há múltiplos matizes confundidos.

CENTRAL

O sol mais forte. As nuvens franjaram-se de ouro. Como doidas correm para as bandas Petrópolis.

7 de janeiro de 1905

A manhã bonita. Desço. Tudo azul. A paisagem é de algum modo européia.

PRAIA FORMOSA

A serra dos Orgãos aparece por entre os morros de s. Diogo e os do bairro Vermelho, azul ferrete com tons de aço novo. O mar aparece espelhento, dando a ilusão de ter nível mais alto que o da terra.

CAMPO DE SANT'ANNA

Ar polvilhado de alegria. Azul diáfano. Tudo azul. As árvores verdoengas do parque destoam. O rolar das coisas é azul. Os bondes azuis, as casas azuis, tudo azul...

O Subterrâneo do Morro do Castelo

LIVROS DA NOSSA ESTANTE 3

03/03


PROJETO CONSTRUTIVO BRASILEIRO NA ARTE (1950-1962). É uma edição de 1977 com projeto gráfico de Amilcar de Castro.

floating castle

03/03

Coisas publicadas em 2007 na internet parecem mais antigas que livros publicados no mesmo ano. Essa foto já deve ter circulado bastante. Por outro lado uma casa flutuante é um lugar eterno nas mentes humanas, um lugar comum.


Ainda sobre cartazes

01/03

O que o Bachs me contou: os cartazes eram caseiros. Impressos em serigrafia sobre papel de má qualidade. Foi a solução encontrada para a carência do material publicitário dos filmes que eram proibidos em Cuba.


 

um pouco sobre a vida entre livros...

01/03

Isso não é um diário, mas deu vontade de dividir uma história pessoal.  Tive a sorte de conhecer o Eduardo Muñoz Bach no saguão do Hotel Nacional durante o Festival do Rio. Ele havia feito o cartaz do festival e ocupava uma mesinha com cartazes cubanos de cinema para venda. No final, quando ele já estava de volta, me presenteou com diversos cartazes que infelizmente perdi nas diversas mudanças.

Eu tinha 18 anos e estava trabalhando com a Rose Lacreta na mostra Olhar Feminino. Minha maior e melhor função era acompanhar a Laurie Anderson. O filme Home of The Brave foi lançado na programação. Eu tinha um fiat bege e era péssima motorista, mas passeamos bastante e almoçamos na floresta da tijuca.Foi quando eu tive a inspiração de leva-la para voar de Asa Delta com meu amigo Casimiro (e ela voou e o Jonatham Demme também). Mas na verdade o assunto nem é este... daí só veio o conselho dela para que eu não me arriscasse muito na vida pois era meio destrambelhada.

O fato é que peguei um cartãozinho do Bachs e nem sonhava que um dia seria editora de livros. Em 2001 quando editei o Seis Problemas para dom Isidro Parodi de Jorge Luis Borges e A. Bioy Casares (edição que por si só já teria algumas histórias para contar já que para uma pequena editora qualquer feito é fruto de aventura...) cismei que a capa tinha que ser feita por ele. Conseguimos um contato telefônico, mas precisávamos pagar e pegar a arte da capa. A Antonia Pelegrino, amiga animada, ia para Cuba dar uma volta na ilha  e visitou o Bachs por nós. Voltou com o original da linda capa na bagagem. Quando o livro foi lançado e ligamos para contar a novidade ele já havia falecido. Foi seu último trabalho...
Neste site que linkei ao lado tem um pouco da sua arte efêmera e eterna. Aqui o cartaz do Festival do Rio de 1986!!!!

Se estivesse em Brasília, não perderia esta exposição:

Seis Problemas para Dom Isidro Parodi

Por Mês