Arquivos para o mês de Janeiro de 2007

O GABINETE – livro em andamento

17/01

Dantes é a contração de uma preposição com um advérbio de tempo.

Dizem que é preciso tomar cuidado com as palavras que usamos. Agora entendo. Elas são as fórmulas matemáticas compostas por letras que definirão uma determinada ação ou coisa. Percebo o sentido que a definição sintática de DANTES fez no percurso da nossa história.
É claro que contração aqui tem o sentido de aglutinação de uma preposição (algo que se prepõe) a um advérbio (algo que atua sobre a função do verbo).
No caso da Dantes nosso advérbio exprime uma circunstância de tempo.
Passados 13 anos de existência, entendo esta contração também como contaminação , e no caso a dantes teria contraído o tempo. Se o tempo fosse uma doença ou uma mania, a dantes estaria totalmente contagiada.
Também contração pode ser a ação que segue contra, e desta maneira além de envolvida na questão do tempo a dantes estaria agindo de forma contrária ao oficial, ou ao meio literário, ou a qualquer corrente marinha.
Talvez por isso nosso emblema seja uma caravela rumo a um infinito ou vinda dele, ou o que é, literalmente, uma caravela sobre o infinito.
Por não ter cuidado com as palavras que usei para dar nomes as minhas ação, sigo hoje nesta caravela DANTES na direção de Portugal para trabalhar durante quarenta dias num livro sobre história natural e sobre o pensamento das pessoas que nisso pensavam. Para ler memórias e ver riscos em gabinetes de papel.

Escrevo de lá!

o livro de Zaluar

11/01

Abelardo Zaluar nasceu em Niterói em 1924.
Foi professor da Escola Nacional de Belas Artes.
Desenhou e pintou durante toda sua vida.
Realizou exposições em diversos países no Brasil.
Incorporou as linhas do barroco mineiro em sua pintura geométrica.
Dessa maneira criou uma pintura absolutamente singular.
Morreu em 1987 num acidente de carro no Jardim Botânico.
O livro que editamos tem 116 páginas. Formato 30 x 30 cm em 4 cores. A capa é uma serigrafia original. Leva uma sobrecapa em pvc transparente.
Tem mais de 50 reproduções de seus trabalhos a partir das aquarelas dos anos 40 passando pela fase do desenho dos anos 60 até suas grandes telas dos anos 80.
Todos os quadros são de uma única coleção particular.
O texto do livro é composto de uma vasta cronologia com trechos de críticos referentes a cada período. Através de um diálogo atemporal com a tese de Zaluar escrita em 1955, Anna Maria Martins apresenta ao futuro leitor a concepcão do artista sobre a "visão" na arte.

O livro ainda não será vendido. Será distribuido para bibliotecas e instituicões ligadas a Artes Plásticas. Em 2007 haverá uma retrospectiva do artista no Rio de Janeiro. Durante a exposição alguns exemplares serão disponibilizados para venda.

DANTES EDITORA?

06/01
Uma das coisas incríveis em 2006 foi editar livros que não foram lançados por razões pertinentes a cada projeto.
Esta condição de editar e não tornar público, aliada ao deslocamento da casinha livraria dantes do leblon para o espaço praça do Odeon, garantiu a vaga da Dantes no mirante do mundo paralelo.

Não foram poucos livros:
O livro de arte sobre Abelardo Zaluar
O Catálogo do Conde Fortsas
A trajetória da heroína na obra de Clarice Lispector de Lúcia Pires pelo novo selo da Dantes: Monográfico que edita monografias, ensaios, dissertações e teses via encomenda.

E ainda não impressos:
Que São Paulo seja Áustria de Fernanda Branco
O Gabinete de Curiosidades de Domenico Vandelli - em andamento

Nosso único lançamento editorial foi
Bandeirolas Cariocas
cuja apresentação é um rolinho surpresa
consiste em bandeirinhas geométricas de papel de pipa dispostas aleatoriamente.
cada kit tem 10 bandeirolas em 2 barbantes com uma sequência de 5 padronagens diferentes.

Moral da história:
Um ano que voou em papéis ao vento.

Da próxima vez que escrever contarei sobre a incrível aventura de cada livro pronto e seus motivos para que AINDA não tenham sido "publicados".





Por Mês