Arquivos para o mês de Novembro de 2008

Na feira da providência hoje...

27/11

A barraca do Estado do Rio de Janeiro apresenta lindos trabalhos de artesãs que parecem estar bem organizadas. Além das cores emboladas do Equador, o que eu relamente gostei foi dos vidros da Palestina.


fiquei orgulhosa!

26/11

Bom saber que os livros da Dantes estão se valorizando no mercado... No meu distribuidor o valor é R$10,00 mas é só subir a serra que os preços podem subir também. 

Guimbaustrilho e outros mistérios suburbanos

Semana de lançamentos

23/11

Hoje conheci a famíia Tabora aqui no Rio. E fui convidada para o lançamento que a Ana Rosa já tinha me convidado. Coisas de um mundo pequeno...



 

verde e vermelho

17/11

Estamos de volta ao Rio e acabei de importar as fotos de nosso último sábado no Cariri com Betão, Fefê e Zé Nigro.


Maravilhas em Nova Olinda

14/11

As fotos de ontem são minhas, do Lucas e Glaucio. Passamos o dia em Nova Olinda na Casa Grande. Deii os livros do Vandelli  para a biblioteca e fui apresentada ao projeto pelo Helio que cuida da TV Casa Grande. Depois visitamos a loja do seu Expedito Seleiro e ele consertou duas sandálias que uso desde 2002 e estavam bem detonadas. Ontem às 20,30 o show de Lucas Santtana e Seleção Natural na praça em frente ao Teatro Violeta Arraes, contou com a participação especial de Josué no cavaquinho.


Muitos giros

12/11

Minha oficina de edição acontece diariamente para um grupo de 12 pessoas de 10h30 as 13h30. Tenho acordado cedo para pensar sobre a produção do dia anterior e adaptá-la à atividade programada do dia. A diferença das jornadas do casal está intensa, pois Lucas Santtana tem trabalhado nas madrugadas.

Todo o cansaço da viagem a trabalho com um filho de seis anos na bagagem se justifica quando assistimos as apresentações da mostra de rua. Ontem vimos a Carroça de Mamulengos na praça RFFSA.
Uma família com oito filhos que circula o Brasil com um espetáculo que mescla reisado, bonecos mamulengos feitos por eles mesmos, bois, circo e muita poesia.
É muito emocionante! Na abertura Maria, a mestra de cerimônias, toca um sininho e toda a família canta em agradecimento a Deus. Eles dedicam a apresentação aos mestres do Cariri que cuidam da memória das tradições populares. Um carneirinho, a burrinha fumacinha, o bode Pinote e um tamanduá se manifestam em cantigas, danças e nas fantasias que Luiza e Isabel vestem. Um dragão de estimação chamado Xodó solta fogo e faz a alegria da platéia sentada na calçada e no gramado seco da praça.
A boneca Miota  é retirada de um baú e montada sobre o corpo da pequena Luiza, que agora, como ela mesma diz, será sua alma. Isabel canta a música que faz a boneca se levantar.
A velha louca Feliana, encenada pela bela Maria, revela que a moça além de linda é também contorcionista.
A família traz no gestual a reverência pelo trabalho que realiza.
O show do Cidadão Instigado no Crato Tênis Clube foi ótimo. Muito bacana ouvir o som da banda aqui no Crato.
Graças ao Régis, guitarrista do Cidadão e do Seleção Natural, alugamos uma van e fomos mergulhar nas águas puríssimas de Caldas de Barbalha e conhecer, em Juazeiro, o horto do Padre Cícero em Juazeiro.


Rito de passagem

11/11

O primeiro dia da oficina que coordeno alterou a rotina da família aqui no Cariri. Daí que não conseguimos assistir os espetáculos que havíamos programado. Agora somos os dois trabalhando, Lucas Santtana e eu.  Josué ontem passou o dia na Casa Grande em Nova Olinda e fez a oficina de musicalização com o Curumin  No começo da noite fomos, eu e ele, para a Praça da Sé assistir a apresentação dos índios Karajá.
O som que eles conseguem emitir através de vocalizações é incrível e faz pensar em aves conversando na mata. Imaginei o audio de uma floresta. Eles giravam na taba de barro criada na praça, vestidos com adereços de penas e sungas de lycra. As meninas de topless e calcinhas cor da pele. Mesmo assim a riquiza de cores e as pinturas dos corpos transportavam para um passado que não conhecemos muito.

A noção de aldeia aqui tem se feito presente. A mostra é dividida por aldeia cariri, aldeia Juazeiro e aldeia nova olinda.

No Palco Giratório, tema da minha oficina, as aldeias estão presentes. Para o idealizador do projeto, Sidnei Cruz, o entendimento das cidades como aldeias ajuda a perceber o quanto a interação e a troca são necessárias para que o ambiente cultural seja fomentado.

 

entre irmãos

10/11

Rimos muito com O grande circo dos irmãos saúde. É um espetáculo que homenageia e revigora a arte mambembe.
Eles brincam com as reações da platéia e, de forma debochada, nos fazem de palhaços também. Na tradicional cena de um palhaço escondido atrás do outro, um dos irmãos pára e diz: – agora é a hora que as crianças gritam "ele tá atrás de você" e os adultos fazem cara de "é claro que sim". Gente, vamos acreditar!
Há também muita ironia na comparação com grandes shows. Eles fazem entradas espetaculares diferentes e pedem para que joguemos os confetes que distribuem, mas advertem que para não poluir o planeta é para todo mundo ficar de olho onde os seus vão cair para depois catar.
O picadeiro fica na praça e a entrada é livre. Depois da pipoca, Josué e eu pegamos um taxi para voltar para o hotel. O taxi do seu Adilson vinha com dois meninos dentro e uma bicicleta. Ainda entraram mais passageiros e nosso rumo mudou:  Lucas, meu filho mais velho, e Glaucio, amigo dele, iam para a terreirada dos irmãos Aniceto e estavam no meio do caminho. Fomos todos para o bairro Seminário, onde fica o terreiro, e passamos em frente ao Seminário São José. Me pergunto se não foi para aqui que meu avô se negou a entrar quando fugiu do Crato para não ser padre nem militar.
A situação no taxi era pra lá de absurda.
A  festa foi linda e dancei forró com um dos irmãos Aniceto. Lucas Santtana (para quem não sabe chamo ele assim para não confundir com meu filho) foi para lá também.
Imaginem como foi a volta no mesmo taxi!
Hoje começa a oficina que vou coordenar.

Vamos mais tarde assistir "As saborosas aventuras de Dom Quixote".
Depois vamos a Nova Olinda assistir o show do Cidadão Instigado.
Lucas Santtana, além dos shows de quinta e sexta que fará com sua banda Seleção Natural, tem discotecado toda noite. Está feliz da vida! Conhece muita gente aqui e como um dos  curadores do palco Banquete Dionisíaco pôde trazer mais gente ainda: Buguinha, o pessoal do Cidadão Instigado,  Curumin, Totonho, Benjão e Flu (que pena que a Carô não veio!!).
O Flor de Piqui de hoje tem uma entrevista com Manoel Ricardo de Lima, que lança mais tarde a obra "55 começos".

 

Primeiro dia

09/11

Ontem foi a abertura da Mostra e a primeira noite do Banquete Dionsíaco, palco com atrações musicais, que fica no Crato Tênis Clube.
É incrível a mistura de gente que a Mostra consegue fazer. O clube fica aberto ao público que se mistura os sócios freqüentadores de uma típica  noite de sábado  na sede social da cidade.
No campo gramado um palco super bacana está montado. Gente de teatro e dança de vários lugares chega animada. Grupos que rodaram o Brasil durante o ano todo no Palco Giratório.
Josué, meu filho de seis anos, chegou e dormiu numa caminha improvisada feita de cadeiras. Às onze horas o show de Paulinho Boca de Cantor ia começar. A quadra já estava lotada. Teve tb um show do Buguinha, que já veio aqui onde estou no momento, no escritório improvisado, uma mesa na varanda  com um único cabo de internet que vamos ter que revezar.
Voltei cedo para casa. Aqui se anda mais de mototaxi, mas encontramos um carro para nos trazer para o hotel que fica na subida para a serra do Araripe. Nada é tão simples assim e a gasolina acabou. Saltamos para pedir carona ... Pedro, baterista da banda do Lucas, desceu de mototaxi  para o centro e voltou com outro carro.
No café da manhã tem tapioca, queijo coalho e pizza ??? alem do normal que servem em hotéis. Os passarinhos vem na mesa.
Um jornal é  publicado durante os dias da Mostra. Chama-se Flor de Piqui. É ótimo e distribuído nos hotéis e núcleos do evento. A edição de hoje trouxe uma entrevista com a Dane de Jade, que é a idealizadora e coordenadora do evento. Fiquei impressionada como ela é tranqüila no meio de tanto agito e de tanta trabalheira. São mais de 1500 artistas e 150 espatáculos de todo o Brasil e de fora.
No jornal tb tinha uma matéria legal sobre a banda de lata dos meninos da Casa Grande.
A programação do dia vem numa folhinha em fotocópia encartada. Mas há tb panfletos distintos,em papel couché impresso em 4 cores, com as programações do Crato, de Juazeiro do Norte e de Nova Olinda que são integradas.
Hoje vamos assistir “ O grande circo dos irmãos saúde’ às 17 horas na Mostra de Rua.

CARIRI e as tradições

07/11

Amanhã começa a Mostra Cariri de Cultura e estarei lá.
Um grande desejo que tenho desde 2004 quando não deu para aceitar o primeiro convite que Dane de Jade me fez para colaborar com o núcleo literário.
Dane é coordenadora da Mostra e nos tornamos comadres em 2002 sem nos conhecermos.
Ela e o padrinho do meu filho enterraram o umbigo de Josué em um pequeno curralzinho perto de Nova Olinda.
Essa é uma tradição da região e tivemos esta idéia lá em casa quando o compadre João Miguel, de partida para o Crato, presenciou o momento em que o umbigo do Josué caiu.
Meu avô, Expedito Sampaio, nasceu no Crato.
E morou numa fazenda que acolhia Lampião.
De 10 a 14 conduzo uma oficina editorial para os curadores do projeto Palco Giratório

BD BOSSA

06/11

No dia 15 de novembro o livro musical em quadrinhos de Marcus Wagner, artista gráfico que assina vários projetos da dantes, Soireé à Copacabana será lançado em Paris. A edição já tem comunidade.


OBAMA!

06/11

Greetings from NYC! How is everybody?

Well, last night was really a big moment for us, as you know :).

I was very lucky in that I made contact with a member of the Obama campaign last year. A volunteer came to our school to speak about the election this week. Our students were very kind to the volunteer and really enjoyed the experience.

All of our kids have been very excited about the election. Many of them have parents from Jamaica, the Dominican Republic, Mexico, Guinea, Albania, and Puerto Rico.

Traditionally, people have come to America to live the "American Dream". This has meant that, if you work hard and do well in school, you can have a good life.

For many of our children, they do not make a connection between school and a better life. Why? I'm not sure. Maybe because they do not see people that look like them succeeding.

In the last 10 years, life has been hard for the middle class in America and also hard for other working people. Sometimes I think that our students cannot imagine themselves achieving their goals. As teachers, we are hoping that Barack Obama's example can inspire them. Also, as you may know, blacks have had a very hard time in America. The discrimination they face is real and effects everybody.

Last Night, I went to Harlem to join Obama supporters. We watched the election in a restaurant. When Obama was winning, everyone got very excited. When it was clear he won, we had a big celebration. I have never kissed so many people in my life. Every one was dancing and singing in the street.

It reminded me of when I was in Brazil and they won the world cup, but it felt a bit bigger than that.

I hope you are all well.

Best Wishes,

Bob Gaulke

LIGUE PARA O HOMEM CARNEIRO

05/11

They are Jean-Luc Cornec's telephone sheep from the Museum of Telecommunication in Frankfurt

O mundo das coleções reserva surpresas

04/11

Eu não imaginava que o autor do livro referência para o projeto do Vandelli, "Coleções, gabinetes e museus em Portugal no século XVIII", além de escrever para a nossa publicação, ainda prepararia um excelente jantar na minha casa para mulheres tão bacanas (Heloisa Gesteira, Lorelai Kury, Magali Romero, Luiza Marcier e Alda Heizer)!


O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli

Cesar Burgos é suas lâmpadas maravilhosas

03/11

o lindo trabalho do Cesar estará aceso na illiá


O perfume da coleção fortsas

01/11

O perfume foi desenvolvido por À Colecionadora Dantes para a coleção Fortsas.  Sobre a história tivemos a honra da narrativa de Marcos Sá Corrêa na Piauí 24.
Para encomendar é só clicar no link abaixo.
A nota é fougére. Uma delícia!


Perfume do conde de Fortsas

Inhotim, o jardim sobre o globo em que vivemos

01/11

VALE REDUZ PRODUÇÃO EM CINCO PAÍSES E DÁ FÉRIAS

As letras são garrafais e estão no meio da primeira página do jornal enrolado dentro de um plástico transparente no chão do lado de dentro do portão da vila onde moro. O nome da vizinha está escrito na etiqueta branca que sela a embalagem.
Li a manchete às 8 e 25, hora que fui buscar o suco da luz, que recebo em casa nas manhãs de segunda a sábado, cortesia amiga da Anna Luiza.
Adoro ler jornal impresso mas há três anos deixamos de assinar o recebimento diário em casa.
Aflição e  raiva me perturbam após a leitura da frase impressa, em CAIXA ALTA, na primeira página do jornal que não assino.
O sentimento classe média de que a estrutura "invisível" que vivo se desmorona e que um tsunami econômico carregará as coisas em pedaços para qualquer lugar. Sem controle humano.
A raiva que me afeta provém de outro lugar: das letras grandes impressas no jornal desencadeando temor e insegurança na manhã chuvosa de sábado.
Letras maiores que as outras da mesma página.
Penso num menino jornaleiro, em 1913, gritando na rua:
– Guerra, guerra!!! Crise, crise!!!
Se fosse editora de um jornal não haveria manchetes nem letras dilatadas. Não haveria opinião na forma de editar notícias.
Acho bonito, mas tenho a impressão que já era.
Nosso mundo inserido em estruturas que se fazem anunciar tão objetivas cedeu espaço vago e vazio para o universo subjetivo. Para a solidão da viúva, segundo Rachel, personagem de Virginia Woolf.
Imagino um jornal com todas os títulos do mesmo tamanho.
No passado bem recente mulheres não votavam e não discutiam política. Era o mundo dividido entre forças públicas-estruturantes e domésticas-suavizantes.
A arte contemporânea, há mais de cinquenta anos abriu as janelas da mente para o espaço físico.
No Inhotim, durante o dia, as pupilas se dilatam nas galerias e se fecham no jardim.
Um caminho na montanha mágica da existência humana. Um lugar onde as almas cansadas dos visitantes se entregam, apesar da intensa atividade interna para que shangrilá exista aqui.
No livro A Viagem de Virginia Woolf, de 1913, a experiência subjetiva é descrita em 548 páginas.
E pode estar impressa no traçado do jardim de Burle Marx.
A tipografia do jornal poderia escutar a voz do excesso informativo. Ceder a mão do peso editorial. Qual a cara do grande destruidor? O mundo não desmoronou com o choque de aviões e nenhum jornal que anunciou o inferno devastador se desculpou no dia seguinte. O que é o panfleto hoje em dia? Será que existe essa categoria? Que nudez ocupa a primeira página do seu inconsciente?


 

 

Por Mês