Arquivos para o mês de Novembro de 2010

MOACIR WERNECK DE CASTRO

26/11

Dele li pouco: Mário de Andrade – Exílio no Rio (1989) e Europa 1935 – Uma aventura de juventude (2000). Das coisas sem explicação, passei os útimos dias me perguntando por onde andava. Na segunda passada, perguntei sobre o Moacir ao Marcelo Bortoloti, jornalista da Folha, e hoje ele me enviou um email com a resposta. Conheci o Moacir  quando um dia ele entrou na livraria para nos contar que tinha nos indicado para o prêmio Estácio de Sá de literatura por conta da edição do Lima Barreto e pelo trabalho carioca da editora e da livraria. Foi uma honra e uma sorte, pois na época o prêmio (que ganhamos!) nos proporcionou sobrevida na rotina clássica das pequenas livrarias no mundo.

Então o Moacir Werneck de Castro partiu. Era o sujeito mais elegante que já vi passar. Apesar da notícia de hoje continuo sem saber por onde ele anda. Ele e sua elegância. Alguma coisa dele ficará nas estantes de livros.




para títulos diluídos

23/11


estou com medo da camareira tailandesa


entrevistador de seres abissais



 

e na beira dos meus cadernos anoto as teorias que um dia vou desenvolver

23/11

Anotações pessoais mais que imperfeitas no canto das listas de afazeres díspares, concentrados, caseiros, rudimentares, profissionais, afetivos, comprometidos, descompromissados etc e uau!

A lembrança é emocional. A memória é um processo de organização.

A hipocondria não permite a simples dor de barriga.

Conan Doyle foi o primeiro autor de siticom.

O espiritismo é um tipo de leitura da memória coletiva.

ritual free palestine

21/11

Acompanho um canal no youtube de ativistas em Bil'in. Postagens semanais das ações de persistência.


seduce me

11/11

e mais aqui


e mais um livro!


O Alexandre Faria dedicou uma poesia pra mim!

08/11

Embora em nunca faça divulgação pessoal por aqui. Fiquei muito honrada com o texto que o Alexandre  publicou no Texto e território.


17


para Anna Dantes

 

desde os 17 já volvia aos 17

era espessa a euforia rock in rio

a rebeldia brasília o mofo

dos morangos sob a fumaça do circo

 

a pressa cega a resposta única

a prece precoce do volver aos 17

sem deles ter partido e a aposta

na volta dos que não foram

 

mas hoje - evidência calma de que estamos aí -

ainda há loucura ainda o desejo ainda o sonho

não surpreende o insistente volver aos 17

vida de onde enfim nunca saímos

 

como - prazer dos pratos quentes - 

se a vingança contra os anos que não voltam

fosse a juventude dos corpos maduros

que a cada encontro cantam volver aos 17

Por Mês