Arquivos para o mês de Dezembro de 2009

O melhor livro do ano

31/12

Yuxin existe em várias dimensões. É a leitura, a sensação do lugar para onde a leitura nos leva, o som do ambiente de lá (a melhor percepção daqui) e o que acontece lá, que pode ser muita coisa e encontra-se
embrenhado. Yuxin tem som que só li em Yuxin. Voz que vem de dentro e entra pelos ouvidos. É ...alma, sonho e medo (milenar). Aguça os sentidos: colore, vibra, cheira, sopra e tem sabor. Sabedoria grande e pequena. Alcance de fundamentos em atos simples e pequenas palavras. Perguntas sem interrogação. Queria ir sempre lá, que Yuxin fosse permanente
e frequentável. É um dicionário, um I Ching, a passagem para um enigma. Para mim, é um dos melhores livros da literatura brasileira. Que seja lido com calma e se deixe ir, ir, ir, ir... de volta chega-se reencontrado.

 

Caderno de Sonhos

Melhor mensagem de ano novo:

29/12

In 2010 may we all follow the footsteps of nature...
Best wishes from Bromelio...

Detalhe da exposição Glaziou

22/12

As sinalizações das portas dos banheiros masculino e feminino da exposição são assim, povo da rua no século XIX:

Azulejaria tipográfica

20/12

A Fábia Schnoor, artista de quem tenho um trabalho na porta da minha casa, me enviou este link. Muito bacana!


19/12

a gráfica marly não sai da minha cabeça

12/12

A gráfica Marly fica na subida do Morro da Conceição. Praticamente uma esquina elevada da avenida Rio Branco com a praça Mauá. Eles trabalham com tipografia, relevo francês e relevo americano, além do mecanismo de impressão mais comum, o offset. Os donos se chamam Cirlea e Itamar e os gráficos que conheci se chamam Orlando, Ademar (o governador) e Gelson. O trabalho é muito sofisticado e o resultado chic e elegante. Nas duas últimas semanas é para onde quero ir todos as tardes. É na máquina da tipografia que estamos imprimindo os seis poemas dos escritores que estiveram na Mostra Sesc Cariri. Lá no Juazeiro visitamos a Lira Nordestina, escolhemos seis matrizes e imprimimos uma pequena tiragem de 30 exemplares de cada. Aqui no Rio é a vez da impressão dos poemas que foram escritos durante a viagem por Ana Miranda, Chacal, Carlito Azevedo, Paulo Scott, Manuel Ricardo de Lima e Sidnei Cruz. Encontrei a gráfica Marly perguntando ao jornaleiro da praça Mauá se havia alguma tipografia por perto. Estava com a Carô Veiga, minha companheira de aventuras editoriais cariocas (Foi com a Carô que fiz o projeto das bandeirolas cariocas que será reeditado no Armazém 2 para o Fashion Rio em janeiro de 2010).
A gráfica Marly tem muito a ver com a Dantes Livraria e seu imaginário navegante. O Gelson faz barquinhos de papel que ficam espalhados pelos cantinhos da oficina e o Ademar tem uma medalha de âncora presa no teto sob a máquina onde trabalha. A alma do lugar, tão perto do cais do porto, carrega o glamour de outros tempos. Explorando as caixas onde guardam a memória dos antgos trabalhos encontrei papéis de carta da Zuzu Angel e outos cartões maravilhosos. O livro da dantes sem título tem sido impresso com muita tranquilidade: o Gelson monta, o governador imprime e a Ci faz a revisão impecável. Eu fico ali admirando. Imagino que poderia ser uma viagem para dentro da minha própria cabeça, e que se fosse possível visitar o interior da minha mente editorial, o portal seria este. Estou entusiasmada com o trabalho manual, o barulho da máquina, a elegância dos tipos móveis e as caixinhas onde vem os cartões. O lugar parece tingido pelo uso da tinta de cor preta. Acho que todo mundo deveria ter seu cartão impresso na gráfica Marly.  Na sexta-feira o meu ficou pronto. A primeira vez que ajudei a montar os tipos móveis para impressão. Irônico o www.dantes.com.br em tipografia.

Carrega tudo

09/12

Hoje vi esta imagem na TV e ficou na minha cabeça.Talvez porque seja o trecho que liga Manduri a Águas de Santa Bárbara, talvez por Santa Bárbara, talvez por Oxum, talvez pela árvore que atravessa o asfalto e é arrastada.

Tão bonito1

06/12

em poucas palavras:


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i


livro, tela

05/12

Como sempre digo: tudo vira livro. O livro é a consagração existencial, mesmo em pequenas tiragens. O upload para as estantes da eternidade. A memória em depósito para o futuro. É a vez do universo aleatório do erro digital ser aplicado neste suporte. O livro chama-se GLITCH: designing imperfection. É lindo e desejável. Arte feita por máquina.



A Dantes editora experimentou aplicar o erro digital no projeto gráfico das capas da caixa "Coleção O gabinete de curiosidades" . Meu computador leu com erro um mapa microfilmado na Academia das Ciências de Lisboa. A partir deste erro só mudamos as cores e as capas ficaram  assim:



Depois a sobreposição de todas gerou a capa do livro que traz a correspondência entre Vandelli e o mestre do iluminismo biológico: Lineu. Minha companheira de projeto gráfico foi a jedi Luiza Marcier, a senhora das camadinhas.




Meu computador também  já me brindou com sua arte, ainda bem que passageira!



A exposição Ruído do Luiz Zerbini está na Laura Alvim. Estética do aleatório sob controle.


O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli

Existe um lugar

02/12

Ontem visitei com a Carô um dos lugares mais mágicos do Rio de Janeiro. O tempo cria camadas e adentramos uma delas. Uma gráfica com tipografia no centro do Rio. Os donos são um casal lindo e sorridente. Pareciam nossos amigos de sempre. Se tudo der certo, lá serão produzidas as lâminas de poesias do livro que começou na Lira Nordestina. Um livro que fala sobre a vida, sobre a lira, sobre os encontros.


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Por Mês