Arquivos para o mês de Fevereiro de 2010

sem alegria.

28/02

Pós post

28/02


Em outubro, durante a pesquisa da exposição Glaziou e os jardins sinuosos ficamos apaixonados pelas estampas Toile de Jouy.


Elas foram criadas no seculo 18 e fabricadas inicialmente na cidade de Jouy en Josas na França. As estampas são compostas por paisagens, cenas no  jardim ou no campo. O mesmo motivo pode ser estampado em azul, verde,  vermelho, marrom ou preto. Apesar dos clássicos, as nuances existem é claro: rosa, cinza, bege, amarelo...E até em quatro cores.



O século 19 marcou o apogeu da utilização desta padronagem. E nossa pesquisa sobre Glaziou inspirou-se neste estilo de decoração. O artista J.B. Huet (1745-1811) criou composições para a fábrica de tecidos.



Em 1843, a fábrica original conhecida como Manufacture Royale fechou e sobraram apenas 14 cilindros para contar a história. A estampa, no entanto, virou moda e ganhou o domínio público.



Para diversão: www.toiledejouy.com.fr


Nossa utilização no espaço que chamamos chez Glaziou como tecido em linho escolhido por Angèle Fróes.



 

TWITTER

26/02

Entrei no twitter e ainda não sei o que fazer: @annadantes.Se alguem quiser me acompanhar, será bem-vindo!


A primeira coisa que me ocorreu foi acompanhar astronaut_in_space_now. Aqui a foto de uma ilha isolada no pacífico.


Através

26/02

Através do urbe assisti aos filmes do Casey Neistat, user  3007372 do Vimeo.



Em outra página, a dos Neistat Brothers, a coisa fica mais intensa. Vale explorar e ter a sensação de como é bom realizar boas ideias.


MESTRE

25/02

Para quem está no Rio de Janeiro: hoje é o lançamento de Salas e Abismos de Waltercio Caldas na Livraria da Travessa.


pede-se não soprar em frases simples


2162) Alan Alda e a Internet (11.2.2010) por Braulio Tavares

23/02

Texto do Braulio Tavares, de quem sou feliz "assinante".

“De que modo a criação da Internet modificou sua maneira de pensar?”  Esta é a pergunta que a revista eletrônica “Edge” propôs a um grande número de cientistas, artistas, etc.  Talvez as respostas de cientistas ilustres tenham mais profundidade e mais alcance, mas em enquetes amplas como esta minha primeira curiosidade vai para as respostas das pessoas que sei quem são, e que muitas vezes são leigos bem intencionados, como eu mesmo.  Talvez seja este o caso de Alan Alda, ator e diretor de TV e cinema, mais conhecido pelos papéis que interpreta nos filmes de Woody Allen, de quem é grande amigo.  Alda é aquele sujeito alto, de nariz aquilino, que fala pelos cotovelos, e em geral faz papel de salafrário bem-sucedido, matando Allen de inveja e de complexo de inferioridade.

Alan Alda responde à enquete com algo que já havia passado pela minha cabeça e provavelmente pela de alguns leitores.  Diz ele que não é muito chegado a conversas pelo telefone, e que assim que a Internet surgiu, e com ela o e-mail, isso se tornou o substituto ideal para a comunicação telefônica.  O problema, diz ele, é que “pelo menos uma vez por dia eu tenho que parar e ficar pensando se aquilo que escrevi e mandei pode ser mal interpretado.  Num email, não existe a modulação instantânea da voz que, ao telefone, pode corrigir um tom de voz inadequado”. 

Todos nós já passamos por isto, mas acho que acontece com mais frequência com pessoas que nunca foram grandes escrevedoras de cartas (no tempo da máquina de escrever, e das cartas via postal) mas agora comunicam-se constantemente por mensagens escritas.  Falta às vezes um certo jogo de cintura, e as frases lhes saem um pouco duras demais, soam arrogantes, frias, e podem ser mal recebidas do outro lado.  Foi justamente por isto que a comunidade internética inventou os emoticons, para colorir emocionalmente o que talvez tenha sido dito de modo muito seco.  Os emoticons dizem: “estou rindo, estou fazendo cara de desapontamento, estou boquiaberto, estou fazendo uma careta de raiva...”  Diz Alda que o problema maior se deve à rapidez com que escrevemos emails ou textos em tempo real, o que nem sempre nos permite revisar com cuidado o que foi dito.

Outro aspecto que ele aponta é a multiplicação de informação vazia: “A Internet conectou tantos milhões de pessoas em multidões anônimas que é possível criar a impressão de que algo é verdade pela mera quantidade de pessoas que repetem aquilo”.  Ele compara esta situação com o fato de que, na falta de maiores informações, sempre preferimos um restaurante cheio do que um vazio, embora isto não seja garantia de que a comida dali é melhor.  O principal sintoma disto, acho, são os textos apócrifos (poemas “de Borges” ou “de Garcia Márquez”, artigos atribuídos a Jabor ou a Veríssimo).  Ninguém me tira da cabeça que daqui a mais alguns anos será impossível extirpar esses textos de qualquer edição das Obras Completas dos infelizes não-autores.

Click, copy, paste: a arte de se manter analfabeta

22/02

De vez em quando gosto de entrar em páginas assim:



Clico no links azuis e sigo aleatoriamente.


Posso copiar um ideograma qualquer...



...procurar por imagens e chegar a resultados enigmáticos:



Isso é lindo:


インソフト


e me lança para alguns vídeos.



De vez em quando é bom não saber ler. Exercício de não aprender. Agradecer a santa ignorância.

ILHA

21/02

O assunto agora é retomar a concentração. O ano começa coletivamente mas temos que manter o próprio foco. Se todo homem é uma ilha, a minha se chama trabalho. Esse ano a Dantes Editora volta a ter um escritório depois da experiência de 3 anos officeless.  O lugar é  linkado a Muarê no Jardim Botânico. Animação absoluta!



BUG 2

20/02

aos poucos recuperando os links...

BUG

20/02

Nosso site teve um problema e todas as imagens que remetiam aos links desapareceram. Em breve vou repostar as abas laterais. 

modelo hibrido

19/02

Através de um link da Cecilia Gianetti no facebook li a entrevista da sra. Evanda Verri Paulino, presidente do CRB (Conselho Regional de Biblioteconomia), para a agência Brasil Que Lê. Sob o título "“Bibliotecas [brasileiras] estão 20 anos atrasadas” ela cita a terceira edição do livro americano Information Power (1988) em sua avaliação sobre o papel de uma biblioteca hoje. Além de desenvolver o pensamento crítico, as bibliotecas – públicas, escolares e comunitárias – devem trabalhar em parceria, desenvolvendo programas de apoio mútuo com foco na classe estudantil e nas comunidades locais, e ainda devem atuar como "agências educadoras” e  “laboratórios de informações”.


Imagino reuniões pedagógicas, cafezinhos pedagógicos, congressos pedagógicos... Imagino seminários de biblioteconomia, bibliotecárias e eternas catalogações. Iniciativas, continuísmos e manutenção. De uns anos para cá reconheço o quanto as ações públicas culturais estão mais abertas, mesmo para reconhecer o pequeno resultado que alcançam em alguns casos. A discussão está aberta? É preciso fazer política para participar?


Em Salvador a livraria MIDIALOUCA montou um museu. Ela será um exemplo ou um ponto de investimento público? A sra. Evanda quando fala de pensamento crítico reconhece que a leitura não está somente nos livros. Está na subjetividade, na segurança e na autoestima conquistadas com educação. Talvez as bibliotecas estejam mais do que 20 anos atrasadas. Em relação a que? Talvez a maior questão de uma biblioteca não seja entrar no ritmo do tempo e sim dominar e dilatar sua condição atemporal. Para frente, para trás e também para a outra dimensão.

; ))

17/02

BANDEIROLAS NO TRIO GUETTOTECH

17/02























Pela primeira vez estávamos lá em cima, na zona que só as pipas_bandeirolas alcançam. O trio parecia uma nau atravessando um mar de gente de outro gueto além madureira, além rio de janeiro: o mesmo gueto de que é feito a maior parte de nosso mundo.


 

NATIONAL GEOGRAPHIC

15/02

é quase uma experiência hibrida: arte contemporânea e biologia.


o fonte nova e os transformers

12/02

O Estádio Octávio Mangabeira em Salvador, que será demolido em breve, serviu de estacionamento para  trioelétricos. O esqueleto de um dinossauro gigante prestes a se extinguir encontra caminhões fantasiados de máquinas de som superpoderosas.


O carnaval quem é que faz?

11/02

Preparando coração e mente para sair no trio ghettotech na segunda-feira, 15/02, circuito Osmar em Salvador.

A frente do trio Guettotech estarão os cantores Lucas Santtana, Márcia Castro e Mariella Santiago.

Juntamente ao trio de cantores, novos djs da cena baiana como Mangaio e djj Bandido estarão disparando bases musicais e tocando sintetizadores e pick-ups.

Diretamente de Brasília, o dj El Roquer será o convidado “estrangeiro”. El Roquer pertence ao Confronto Sound System, um sistema de som ambulante que leva multidões as quadras de Brasília.

Lucas Santtana explica:

Assim como o termo world music, bastante usado nos anos 80, o rótulo Global Guettotech surgiu para facilitar a absorção de ritmos musicais pertencentes a países desconhecidos culturalmente por boa parte do mundo.

As facilidades de acesso à tecnologia e o advento da internet, abriram novos caminhos de produção e comunicação para os povos ditos periféricos.

Toda essa cultura tem tudo a ver, não só com a cultura baiana, mas também com a cultura do trio elétrico por alguns motivos:
O Global Guettotech é uma música produzida para ser tocada em auto falantes, sistemas de som, e o trio elétrico é acima de tudo um grande sistema de som ambulante.
Outra semelhança é a cultura do sub grave. Tanto no trio quanto nas músicas produzidas nesse estilo ao redor do mundo, o sub grave  emitido pelo bumbo e pelo baixo está sempre em primeiro plano.
Para finalizar, a Cultura Baiana sempre bebeu de várias culturas musicais planetárias, como o merengue e a salsa (presentes no trabalho de Gerônimo); como o ragga e o dance hall jamaicanos, presentes hoje em dia nas bandas de new pagode como o Psirico; como o reggae, que na Bahia nos anos 80 ganhou uma sub-divisão: o samba-reggae. Precisa dizer mais?

Coleção

09/02

Uma das minhas coleções imaginárias é a de livros em edições pequenas e inusitadas. Aqui alguns que eu compraria...


Em Salvador

08/02

Além de muita música e banho de mar, tenho visitado alguns museus em Salvador em busca do espaço mais adequado para receber a exposição "O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli". No Museu de Arte da Bahia encontrei esta coleção com 600 amostras de madeiras brasileiras. Uma biblioteca, ou melhor xiloteca, totalmente gabinete de curiosidades.


O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli

AVATAR

07/02

A terceira dimensão fica só nos efeitos visuais, de resto o filme não sai da primeira. O velho bang bang americano e a moral protestante de que a fé do bom trabalhador vence todas as adversidades. De Rambo a Esqueceram de Mim assistimos ao mesmo roteiro. Vamos lá, você consegue, man! Yes, you can! O outro lado da moeda é o serial killer, que possui a mesma moral, só que invertida.
A trilha "rei leão" também não ajuda muito. Faz tempo que assisto filmes da Disney como uma espécie de culto evangélico. A abordagem do mix das culturas afro, apaches e indo sul-americanas em Avatar, não tem jeito, é evangélico-protestante-capitalista. 

O que fascina mesmo, como a Lorelai Kury nos avisou, é a biodiversidade possível: os dragões chineses-pipas-pterodáctilo, as sementes-alga-vagalumes e as ilhas-nuvens-flutuantes. É lindo apesar da ausência do equivalente sonoro. Falta um super som ambiente, aquele que impressiona quando entramos a noite numa mata brasileira.

Avatar é soja transgênica, é híbrido frágil para a massa que precisa de alimento: Cunhambebe Massai, Hans Staden Predator, webbudista...

Deviam ter convidado a Ana Miranda para a equipe dos roteiristas. O filme não tem Yuxin, alma! A receita para Avatar poderia incluir: Yuxin + Matrix + Huxley + dub + castañeda + odisséia (de homero e no espaço).

Alguém disse que o sensacional do filme aos poucos vai perdendo a graça pois nos acostumamos ao 3D por ser a forma como enxergamos o mundo. Será?

Brasilianas

04/02

O jornalista Bolívar Torres vai atualizar os franceses sobre nossa literatura com o blog brasilianas


As Cosmicômicas de Italo Calvino...

04/02

...de passagem por esta leitora de férias...


Por Mês