Arquivos para o mês de Maio de 2010
após o anoitecer e sua escala grayscale
Atravessar uma noite lendo um livro que atravessa uma noite... escrito por um dos meus autores preferidos, Haruki Murakami. Embora tenha caído a ficha que no fundo o que ele faz é uma autoajuda bem piegas-contemporânea para pessoas absolutamente perdidas. Isso não significa que não tenha adorado o livro. Preciso as vezes de autoajuda piegas contemporânea. Após o anoitecer mostra suavemente que criamos paredes imaginarias por ressentimento, medo, estigma e dever social. Murakami nos leva a entender isso enquanto a noite draga os contornos. "Sabe a nossa vida não se divide simplesmente em claro e escuro. Entre essas duas coisas existe uma zona intemediária chamada sombra. Reconhecer e compreender as diversas tonalidades que compôem essa sombra é o que faz uma inteligência saudável."
O trabalho num motel chamado Alphaville (referência ao filme do Godard, como supõe a personagem Mari) é uma das frestas que visitamos com o autor-câmera que nos convida para sermos "um ponto de vista" durante a narrativa.
O quarto de uma modelo que passa dois meses sem conseguir acordar poderia ser uma instalação de arte contemporânea.
O lápis de uma empresa chamada VERITECH, sobre café e cigarros, e um sujeito classe média que dá porrada numa prostituta chinesa.
"O céu sabe, o inferno sabe e a câmera digital também sabe".

.jpg)
.jpg)


Sobreviver
Meu amigo Silvio tem mais de oitenta anos. Somos colegas de braçadas na piscina do Flamengo e temos as afinidades que só dois botafoguenses sabem reconhecer. Ele desaparece por um tempo e quando volta costuma dizer que o que mais gosta é de recomeçar. Silvio tem duas motos, um corpo de fazer inveja e um modo de viver muito carioca. Mora na Nascimento Silva e é um sujeito que admira e é admirado por todas as pequenas do pedaço.
Durante a semana tive algumas conversas que me fizeram perceber a sabedoria do Silvio.
Muitas vezes reclamamos da ingratidão do Rio de Janeiro. Aqui não importa o que façamos que poderemos partir do zero na próxima fase.
Nossas vidas profissionais parecem nunca alcançar a estabilidade. Um dia está bombada, no outro temos que nos apresentar. O jornalismo carioca, que segue o modelo da eterna descoberta das estrelas do momento, contribui para que a necessidade de aprovação e comprovação social seja oficial.
Comparados a SP não somos os imigrantes na conquista de um território, carregamos o fardo entourage de nobres e a necessidade do nome na lista de amigos. Somos a corte fantasma de um rei morto.
Por outro lado fomos brindados e avassalados por um reino muito mais feroz. Vivemos uma vida urbana carregada de primitivismos naturais, de mofos atlânticos no armário, de ervas danadas, de saltos da pedra bonita, de ventos sudoeste, de micos, tucanos e bandidagem. De pegação e animação sensual.
É verdade que aqui nunca alcançamos uma posição fixa financeira. Vivemos de altos e baixos. Mas não seria esta condição cíclica a nossa maior riqueza? Não se acreditar plenamente, não ocupar um lugar a ser mantido como grife existencial ou branding a nos favorecer na próxima negociação. Crer que existe superioridade humana na obtenção de um status não é a grande ilusão? Não saberia dizer se para um paulista bem sucedido não há a saudade da oscilação criativa e libertadora que nos é permitida. Acho lindo que em nossas existências possamos flutuar através de posições, humores e reinicios.
As vezes é péssimo sofrermos para pagar as contas. Mas encontramos soluções inesperadas com isso. Soluções que talvez tenham a ver com o momento que o planeta atravessa.
Chamo essa vocação de Setor X. O setor que não é A nem B. O x do anônimo, da incógnita e da multiplicação. O que a galera inventa pois a vida é pra valer.
Para alguns estamos falidos. Eu pessoalmente acho que já estivemos muito mais e que agora temos mais uma vez a glória de recomeçar.
FLORAÇÕES
Hoje participei um pouco da caminhada em busca de florações no Jardim Botânico feita sazonalmente pela musa Cecilia Beatriz em conjunto com o fotógrafo João Quental. Até o final do ano sai pela Dantes e pelo JBRJ uma edição sobre estas efemerides florais.






a semana promete
Terça: lancamento da nova coleção da BAIRRO ESTAMPARIA da Lola Vaz e da Luiza Marcier.
Quinta: a revista ao vivo DE MODO GERAL na Casa da Gávea com ótimos convidados.
Domingo: desfile d' OESTUDIO encerra o Fashion Rio.

ANDRÉ FARKAS (TRECO)
Pinta muro como quem faz capa de livro-casa e de livro-terreno baldio
.png)






DE MODO GERAL QUINTA
Acho a revsita DE MODO GERAL um lance muito sério.
Um encontro sem pretensões q tem acontecido no Rio de Janeiro, no baixo gávea e que junta gente para ouvir e discutir assuntos diversos.
5 razões mto sérias para você frequentar:
1º uma revista q não é metida a nada embora a gente as vezes seja metido a inteligente,
2º uma revista q não precisa de papel para ser lida,
3º uma revista que não é lida é um "teatro de revistas" quase um siticom improvisado,
4º uma revista onde os redatores acabam bêbados com você.
5º uma revista que não é produto. É um ensaio aberto.
Via carlito azevedo
Quero muito um livro recém-lançado em Lisboa desta autora angloangolana: Katherine Bastard.
ele não quer sua companhia
ela diante da fruteira
ele não quer sua companhia
ela não come a banana madura
ele não quer sua companhia
ela engole uma mosca
ele não quer sua companhia
ela deita no jardim
ele não quer sua companhia
ela conhece o roxo, o vermelho, o amarelo
ele não quer sua companhia
o zumbido da abelha
ele não quer sua companhia
ela deleta uma carta
ele não quer sua companhia
ela se atira na piscina
ele não quer sua companhia
ela tira a máquina do ar
ele não quer sua companhia
ele cava o buraco
ele não quer sua companhia
ele joga os pedaços
ee não quer sua companhia
ela bate o cimento
ele não quer sua companhia
ela queria
ele não quer sua companhia
ela não acha a boca
ele não quer sua companhia
assim é fácil
samambaia pet
a evolução em Bonsucesso da tradicional samambaia de plástico
.jpg)
anamorfose - escultura 3D para Museu Virtual
Alvaro Barata estabeleceu um espaço público – a Praça Nossa Senhora da Paz, no bairro de Ipanema, e lá colocou a primeira escultura virtual da América do Sul. A obra foi divulgada no site americano Virtual Public Art Projects





.
nossas contagens se incrustam de fatos e momentos diferentes, precisam de arbitragem, precisam da cândida que germina com a frieza; não posso oferecer mais palavras, porque há limites (inteiros e desumanos) nesta mecânica de aderir ao silêncio; impliquei com o verbo desmascarar, encurtei-me à vista, fiz de tuas mãos a notícia de um outro amor, resumi a respiração em calços remediados pela embriaguez da idolatria; luz e arquitetura, outono platônico que permite a todos passar, vazio (sem reparação) ao te comparar com a urgência do resto das minhas vidas, com tudo mais que sob a palidez floresce escondido, com a impostura de minhas anotações sobre a mesa, com o rumo incólume que há nas outras pessoas
minha religião
Durante os 11 anos da livraria Dantes no Leblon, meu maior prazer era chegar aos sábados de manhã, antes de abrir as portas, e arrumar as estantes. Ouvia minha música do momento, a luz entrava pela vitrine e aquele espaço aberto ao público era meu templo naquele instante. As estantes que lá ocupavam um vão com pé direito muito alto são as mesmas da minha casa. História não jogo fora. Aqui elas foram adaptadas à parede. Minha biblioteca é o espelho da minha alma. Feita de rebutalhos, livros muitas vezes sem capa que não consegui jogar fora e que foram essência da coleção babel, e são a essência de uma visão editorial que carrego. Passei essa semana cuidando dessa precária e atípica coleção de livros velhos. Tentando cuidar da alma.

MUMA MUSA
Durante cinco dias da semana passada o IAB-RJ analisou, julgou e premiou 130 projetos preliminares para o edifício do Museu do Meio Ambiente no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Integrei a equipe do Israel Nunes juntamente com Maria Mahmoud, Rafael Martins e Juli Wähner. Ocupei a posição de editora e caixa de ressonância das ideias do Israel. O processo foi todo muito enriquecedor. Entrar em contato com o rigor e as exigências da arquitetura, a necessidade da escala e por fim o enfrentamento de um edital onde pudemos avaliar as soluções propostas por outros concorrentes. Claro que serei tendenciosa, mas o que mais vi foram edificios de shoppings e cópias de referências de projetos bacanas ao redor do planeta. Existe um aspecto da visão dos arquitetos que respeito muito mas que não me identifico. Eles criam o espaço interno e partem na maioria das vezes da prancheta vazia. É claro que há o estudo da ensolação, dos ventos e sombras. Isso é básico. E há a genialidade de projetos arrojados que impõe uma arquitetura que o Israel definiu como: se não existir não faz falta mas quando construida é inesquecível. Mas não vejo isso acontecer quase nunca. Veja o mundo se replicar prevendo funções estabelecidas e seguir a padronagem construtora com tendências da moda atual. O que me interessa no processo de imaginação de um lugar é a poesia. A subjetividade que aquele lugar concreto proporá. Para onde vamos? Que caminho é esse? O que se vislumbra daqui? Qual o sentido de uma rampa? Acho que um museu, como Vandelli definiu, é o templo das musas. Segue aqui o texto de apresentação do projeto do Israel e algumas imagens. O parecer sobre o projeto vencedor reverenciava solucões de espaço e posicionamento de escada muito próximos do que o Israel chegou. Apenas um detalhe: enquanto a escada, circulação vertical, do projeto vencedor fica do lado da vista do parque fazendo com que contemplação seja passageira e interrompida, em nosso projeto esta visão era protagonista e as escadas ficavam do lado oposto.
"A humanidade se defronta atualmente com a maior utopia que sua existência já produziu: reintegrar‐se a natureza em um momento que a sobrevivência no planeta é um questionamento existencial.
O Museu do Meio Ambiente no Jardim Botânico do Rio de Janeiro se constrói nessa base e se lança na grande utopia contemporânea.
A estrutura será ocupada por elementos da natureza. Estrutura em forma de ondas que se propagam e acolhem o mundo natural.
A arquitetura é natureza feita por homens: contenção de domínios, ocupação de vazios (e criação de novos), sonho, casca, edifício‐mimético.
O edifício é um trampolim que projeta, para essa e para as futuras gerações, a integração com o meio ambiente. É o mirante que não existia sobre as copas do jardim. De onde será possível observar e participar de uma perspectiva inédita.
O projeto articula o significado que há na construção de um museu dedicado ao meio ambiente dentro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Rampas circulares propõem um percurso através do interno e do externo, levam ao reconhecimento de afinidades com o entorno, traduzem nossos questionamentos e conduzem para o aprendizado do que ali será exposto sem esquecer o meio em que está envolvido.
Se um edifício é uma metáfora, este se aplica a seu próprio significado: um edifício que dialoga com o meio ambiente.
O projeto foi elaborado prevendo as seguintes atividades: estar, fruir, circular, contemplar, integrar‐se e absorver sensivelmente a informação.
Um museu aberto para todas as cabeças."




Este projeto tinha detalhes técnicos como garagem subterrânea comum aos dois prédios para carga e descarga de exposições e cuidados sustentáveis da maior utilidade. O programa propunha a construção de um auditório na atual bilheteria. Em respeito ao "showroom" arquitetonica do entorno (edifício do sec. 16, do sec. 19 e 20), o Israel encontrou uma solução linda sob uma rampa-gramado.

Reportagem na Revista de Domingo por Bolívar Torres
SAIA-JUSTA DE BOTEQUIM
Os debatedores já se instalaram em volta do convidado principal, Fernando Gabeira, no palco da Casa da Gávea. O público ainda está chegando, vai aos poucos preenchendo os assentos. Mesmo assim, Paulo Scott, o apresentador e idealizador do evento, pega o microfone e abre os trabalhos da noite com um poema de Diana de Hollanda, uma das convidadas do evento.
“Talvez eu viva por preguiça, amigos. Talvez eu tenha amigos por preguiça. Fale palavrões para impressionar. Mas gargalho com tanto talvez; rio porque estou me f... a tais questões.
Por descaso eu me f... eu me f... eu me f... todo dia”.
E completa: “Sejam bem vindos ao De modo geral.
Aqui os debates são loucos, mas sempre de qualidade”.
Criado pelo escritor Paulo Scott há um ano, o De modo geral é um evento itinerante e sem periodicidade certa, que já circulou por algumas das principais casas noturnas do Rio, reunindo personalidades da cena cultural para discutir as atualidades e idiossincrasias do momento.
Uma espécie de “revista ao vivo do comportamento brasileiro”, como precisa Scott. O convidado de quintafeira, quando Domingo participa do evento, no entanto, causa um certo rebuliço. Por sua representação política, a presença de Fernando Gabeira pode transformar o clima de papo de bar num ambiente mais comportado e formal.
A conversa, que normalmente flui sem limites ou precauções, talvez perca um pouco de sua liberdade e irreverência. Minutos antes do início, havia certa apreensão entre os organizadores da atração (Scott, a editora Anna Dantes e o produtor cultural e ator Rodrigo Penna). Enquanto Scott acerta detalhes na luz e no som do palco, Gabeira inquieta-se com o assessor. Seu medo é de que, no caso de haver menos espectadores do que o previsto em função da chuva que se abate sobre a cidade, a imprensa interprete como uma suposta queda de popularidade do provável candidato ao governo.
Para aliviar a tensão, Anna Dantes se refugia no camarim repleto de uísque e cerveja. Mas ela prefere algumas doses de saquê. “Vai ser uma edição diferente. Pode ser que fique mais formal. Nunca nos preocupamos tanto assim com detalhes como luz e o lugar em que os convidados vão ficar...”.
No hall do Casa da Gavea, o público começa a formar volume.
Penna, que fez um pausa nos preparativos e agora fuma um cigarro na janela do hall, define De modo geral como “uma bagunça cheia de pérolas”. Ou ainda: “Uma saia-justa de botequim”, “Um blá-blá-blá a sério”, “Um engraçado despretensioso”. Ele olha os pingos d’água, que caem nos toldos do Baixo Gávea, e continua: “O evento tem um cheiro muito carioca. A gente discute, mistura ideias, sem a pretensão de mudar nada nem ninguém. Os convidados vão aparecendo no meio da noite: pode chegar um bêbado para falar m..., depois chega um poeta amigo nosso só pra dar um alô, ou ainda um acadêmico que leva tudo muito a sério e fica p...”.
Amigos dos amigos É só observar o público se juntar em rodas familiares no hall para perceber que quase todo mundo ali se conhece. São escritores, artistas, ou agitadores culturais, que costumam frequentar os mesmos círculos. A escritora Paula Gicovate, 24 anos, é uma amiga de longa data dos organizadores. “O que eu gosto aqui é que as coisas não têm ordem”, avalia. “O Scott sempre deixa as coisas acontecerem de forma aleatória. Não tem nenhum evento aqui no Rio que junte desse jeito literatura, música e debates. E em nenhum outro lugar encontro tantas pessoas brilhantes juntas”.
Para o alívio de Gabeira, o teatro está lotado. Além do público tradicional, surgem alguns eleitores ou admiradores do político, que vieram, assim como 90% dos repórteres, apenas por causa dele. Como previa Anna Dantes, o ex-deputado é obrigado a tomar precauções em suas respostas, apesar do esforço dos debatedores dirigir a conversa para um “papo direto”, sem inibições.
“Preciso pedir desculpas a vocês pela minha contenção”, admite Gabeira. “Mas como homem político fico na mesma situação do personagem de Kafka: tudo que eu disser pode se voltar contra mim”".
Mesmo assim, o convidado se solta com uma liberdade e contundência incomuns a um político. Diante dos debatedores João Paulo Cuenca, Allan Sieber, Anna Dantes e o músico Flu (que participou de São Paulo, via skype) fala sobre política, drogas e violência urbana, enquanto o telão exibe imagens de corpos explodindo no recente e controverso clipe Born free, da M.I.A.
Quando chegamos ao tema “coligação com César Maia”, João Paulo Cuenca tenta abordar o assunto por um ângulo inusitado: “Como vocês conseguem organizar isso, você e Maia, que são tão diferentes entre si? Vocês sentam e tomam um chope juntos?”. Gabeira sai pela tangente: “Não, eu não bebo. Você sabe, eu tomei um tiro no estômago e preciso cuidar do meu fígado”.
Noite de pérolas Depois da participação de Gabeira, uma sensação de liberdade parece tomar conta do teatro, como alunos brincalhões aproveitando a ausência do professor. Repórteres e boa parte da plateia vão embora e o evento assume uma atmosfera de reunião entre amigos. A poeta Diana de Hollanda e o empreendedor cultural Léo Feijó, do Grupo Matriz, sobem ao palco. O debate já não é mais linear: vai e volta, girando entre assuntos como incentivo público, drogas e cultura de boteco. As ideias se dispersam, conversas paralelas se formam entre os debatedores, e a plateia intervém com frequência. Cuenca implora para que deixem Diana ler um dos poemas de seu livro, mas ela é sempre interrompida por outros assuntos.
A certa altura da noite, depois de algumas doses de cerveja, uísque e saquê, chega a hora de, nas palavras de Scott, “institucionalizar o caos”. Allan Sieber aproveita a deixa para se soltar. Defende com unhas e dentes os seus botecos favoritos (Bar Bico, em Copa; Bar Van Gogh em Porto Alegre) e lamenta a atual noite carioca: “Você vai a bares tipo o Salvação e encontra gente de faculdade falando sobre Twitter, Atari, Chat Roulette... O que que é isso?”, reclama, enquanto um gaiato da plateia avisa que ele está indo aos bares errados. Em seguida, Siber aproveita para fulminar a cena literária; alguém reclama que o mercado editorial não evoluiu o suficiente para não depender mais de ajuda pública, e ele conclui: “É porque os escritores continuam ruins”. Muitas doses depois, suas perguntas aos convidados já chegam ao nível de “Quantos pessoas você já matou?” E, de pérolas em pérolas, a noite continua... OUTRAS QUESTÕES NOVA ABORDAGEM PARA A LITERATURA Fugir do acomodamento e das molduras colocadas pela academia. Eventos como o De modo geral estão tentando preencher o déficit de presença da literatura no país.
Seguindo as lições deixadas pelos escritores e poetas dos anos 90, que chamaram a atenção misturando literatura com outros gêneros numa roupagem performática, Paulo Scott criou o evento há um ano. Desde então recebeu personalidades de diversas áreas como Sergio Sant‘anna, Totonho e os Cabra, Michel Melamed... “A ideia é ter a literatura em primeiro plano”, diz Scott. “Acho que a geração dos anos 90 conseguiu resolver essa questão, que é de uma falta de criatividade de percepção para outras temáticas que não as mais batidas. Queria linkar a literatura com outras temáticas e explorar outras percepções que a do homem urbano e branco de classe média.
Vivemos num país extremamente rico mas não conseguimos escapar desse eixo”.
Domingo, 9 de Maio de 2010
Do quintal
quando é difícil identificar as formas

do quintal
nem sempre é fácil reconhecer os predadores.

noite com gente que escreve e leitores exigentes
Quinta foi a revista De Modo Geral. Gabeira, Diana D'Hollanda e Léo Feijó. Paulo Betti chegou no início para dar seu apoio mas está na peça do Domingos de Oliveira no Teatro. Tinha hora marcada na ficção. Foi uma noite longa de platéia era variada. Saí desta edição convicta da necessidade de um microfone aberto para a participação espontânea. Mais do que articulado, Gabeira elaborou uma conduta própria nessa malha política que constrói e se apropria do universo publico. O assunto girou, incialmente, em torno da coligação com Cesar Maia, passou pelo estado "grife" do ser humano e até das célebres comunidades, o que impulsiona investimentos e ações mais organizadas, mas, através de um comentário do Allan Sieber, a conversa chegou ao lugar dos que não batem tambor para si mesmos. O que fazer? A hora em que só se houver ação estatal justa é que haverá o mínimo de condição para se viver... Enfim o papo foi mais espirituoso e espiral que esse resuminho e rolou bem. A Diana é uma linda e enfrentou nossa arena com poesia. O Léo ofereceu para todos presentes passe livre no mês de maio para a rede de 10 empreendimentos que "controla". Um empresário na roda que já estava pra lá de rodada... Foram duas garrafas de uisque, uma de saquê, e muitas latinhas. Astral, cansaço e carinho. Scott, Pena, Cuenca, Flu (via skype) e Allan são bons companheiros!
manhã com livros e futuros leitores
Quinta foi a inauguração da Biblioteca Parque de Manquinhos. É muito emocionante presenciar essa realização de tantos e reconhecer o cuidado, a intimidade com os livros e o clima acolhedor que foram implementados poeticamente por Vera Saboya (superintendente de Bibliotecas da Secretaria de Cultura). O lugar está incrível. Como disse a Luiza Marcier, quadras humanistas de Londres e a bandinha dos bombeiros mostrando que a presença do poder público tem um clima comum aqui e na cidadezinha russa A turminha de lá distribuiu abraços grátis. A alegria continuou quando vi que uma flor de passiflora (maracujá) nasceu no meu jardim a pedidos!















Por Mês
- Setembro (2012)
- Julho (2012)
- Junho (2012)
- Maio (2012)
- Abril (2012)
- Março (2012)
- Fevereiro (2012)
- Janeiro (2012)
- Dezembro (2011)
- Novembro (2011)
- Outubro (2011)
- Setembro (2011)
- Agosto (2011)
- Julho (2011)
- Junho (2011)
- Maio (2011)
- Abril (2011)
- Março (2011)
- Fevereiro (2011)
- Janeiro (2011)
- Dezembro (2010)
- Novembro (2010)
- Outubro (2010)
- Setembro (2010)
- Agosto (2010)
- Julho (2010)
- Junho (2010)
- Maio (2010)
- Abril (2010)
- Março (2010)
- Fevereiro (2010)
- Janeiro (2010)
- Dezembro (2009)
- Novembro (2009)
- Outubro (2009)
- Setembro (2009)
- Agosto (2009)
- Julho (2009)
- Junho (2009)
- Maio (2009)
- Abril (2009)
- Março (2009)
- Fevereiro (2009)
- Janeiro (2009)
- Dezembro (2008)
- Novembro (2008)
- Outubro (2008)
- Setembro (2008)
- Dezembro (2007)
- Setembro (2007)
- Agosto (2007)
- Julho (2007)
- Junho (2007)
- Maio (2007)
- Abril (2007)
- Março (2007)
- Fevereiro (2007)
- Janeiro (2007)
- Dezembro (2006)
- Novembro (2006)
- Outubro (2006)
- Setembro (2006)
- Agosto (2006)
- Julho (2006)
- Junho (2006)
- Maio (2006)
- Abril (2006)
- Março (2006)
- Dezembro (2005)
- Novembro (2005)
- Outubro (2005)
- Setembro (2005)
- Agosto (2005)
- Julho (2005)
- Junho (2005)
- Maio (2005)
- Abril (2005)
- Março (2005)
- Janeiro (2005)
- Dezembro (2004)







