Arquivos para o mês de Junho de 2009

REPERTÓRIO

30/06

Já disse aqui antes que sofro de obsessões temáticas. Murakami e Vandelli são recorrentes. Registro aqui um encontro numa edição portuguesa. Sempre Portugal!!


O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli

UTILIDADE PÚBLICA

29/06

Meus pais e minha sogra costumam enviar emails do tipo spam com uma série de instruções para a vida. Às vezes penso que se fosse seguir todas as dicas a minha vida seria uma sequência ininterrupta de cumprimento de regras. Dessa sobre bananas eu gostei, e não tocava música. As fotos tb são legais e o recadinho da minha mãe era fofo: Eu fiz e dá certo.Pena que tira a beleza da penca de banana, mas também não fica na cozinha aquela penca toda mal tirada e destentada...

Quando comprar bananas, chegue em casa e corte todas da penca, da forma que foi cortado nas fotos.
Com  tesoura ou faca, para evitar 2  problemas:
 01 - mosquito;
 02 - e conservar por mais tempo sem deteriorar a  ponta.
Normalmente  a banana madura se separa da penca até mesmo pelo  peso.
 Quando  isto acontece, ela começa a melar aparecendo aqueles  mosquitos de fruteira, além de oxidar e estragar mais rápido.
No dia seguinte ao corte, a banana já está com a ponta seca e fechada,  conservando-se íntegra por uma semana.
A última foto mostra a banana madura com 1 semana, bem  preservada e com  a ponta parecendo um umbigo seco.
Eu recomendo, vale a pena e não atrapalha em nada o amadurecimento.




 

Ocupação 4ª edição

23/06

Para quem está ligado no movimento, ou ainda não seu ligou, a Dantes e outras 5 companheiras de guerrilha (Angèle Fróes, À Colecionadora, aMargarida, Renata Silveira e Zazu), abençoadas pela vibe animada da Zilda Moschkovich, ocuparão desta vez uma casa em Ipanema. Quatro dias, de 26 a 29 de junho, de animação e acontecimentos!


Em breve mais notícias!

Esta é a Oak Knoll Books/ Press (um pouco de outono)

19/06

Uma incrível livraria em New Castle fundada em 1976 pelo engenheiro químico Bob Fleck. A editora surgiu em 1978 e publica livros sobre livros. Recebo o informe mensal deles e sempre deliro com o catálogo. Se alguem me ama é só visitar a minha lista de desejos:
Tiger Eye Marble  La founderie Typographique, do Balzac  Spiral and Marbing  The Officina Bodoni

O catálogo do conde de Fortsas

Acontecimentos mais que recentes

14/06

Ou um teste para a câmera nova na feira da praça Santos Dumont!


Pequenina coleção de flores do Irving Penn

12/06

Flores-pele, flores-saint-laurent, flores bunchen, flores top models, flores desplantadas.


Moral da história

11/06

Um novo assunto do Josué, que recentemente  assistiu um episódio do Sitio do Pica Pau Amarelo sobre as fábulas de La Fontaine, é saber qual a moral da história. Estamos relendo as fábulas tortas da Diléa Frate e no final sempre debatemos sobre qual foi a moral da história. Bem, pensei o seguinte. Qual a moral da história do post anterior?
Quem ri por último ri melhor? Nãããão!!!!
Tem gente que cria e faz falta.
Tem gente que copia e ganha dinheiro.
Tem gente que conta bem as histórias.

Quem ri

11/06

Ontem fui ao Fashion Rio no Pier Mauá. Assisti aos desfiles do Espaço Fashion e da Redley. Como não sou pessoa da moda, levo muito tempo para entender o que está acontecendo e quando vejo o show acaba. Pessoas tristes, pessoas mortas-vivas, andam em linha reta na direção do fundo de um poço. Elas vem e voltam para este poço. E qualquer trilha nunca escapa de um remix pretensioso da marcha fúnebre. Não consigo abstrair dessa tristeza lânguida sem alma quando assisto a um desfile. A única coisa que me emocionaria seria se os (ou as?) modelos defilassem com lágrimas deslizando na face. Mas como disse não sou pessoa da moda, mas minha amiga Erika Palomino é. E quando hoje li sua análise do desfile da Redley, e quando leio seus editoriais, é que começo a entender tudo que eu não tinha entendido antes. Cultura faz muita diferença e eu faço pôse de ignorante. No site ela não escreveu ainda sobre o desfile do (ou da) Espaço Fashion mas ontem, na sua sala acolhedora enquanto conversávamos sobre palmeiras, aventuras, projetos e cidades, ela comentou sobre o que tinha achado. E depois do que ela disse, eu que não tinha gostado nada do desfile, comecei a achar interessante. Gosto de conversar com gente que abre a minha mente para as observações insuspeitas. A Erika é brilhante e isso eu sempre soube. Ela é uma das poucas críticas, teóricas da moda. Para o mundo da moda no Brasil é um luxo ela existir! Além de seu lado nerd (ela foi a maior estudiosa da escola e foi quem me apresentou Guiamarães Rosa e Henry James!) que agora é otimizado pela companhia da super curiosa Marília Rubio, a Erika tem muito humor. E ela sempre ri melhor! Valeu o Fashion Rio por este encontro.


Continuando minhas especulações sobre o turismo de ontem: O Marinho pintou 100 obras de arte para cenário de desfile. A Mari Stokler foi super feliz na montagem da exposição do Pierre Verger que é linda apesar do eterno retorno ao belo. A Luiza Marcier não estava lá e isso foi uma pena. Foi só hoje no blog da Thais Losso que encontrei (com 5 anos de atraso - num vídeo da estilista Nagi Noda que morreu ano passado) o que gostaria de ter assistido ontem:


Delírio de editora

11/06

Está escrito. Hans Staden pergunta: – "Mesmo um animal irracional raramente devora os seus semelhantes, por que então um homem iria devorar os outros?"
Cunhambebe, o chefe supremo tupinambá, responde enquanto devora um pedaço de carne humana: – Ja ware she  – "eu sou uma onça e isso está gostoso". Dessa maneira Cunhambebe sintetiza o poder de imaginação do ser humano. Nesta semana descobri que as palmeira-imperiais, de forma concreta, também são onças (!!!) a partir da foto, enviada pela dra. Neusa Tamaio, feita com lupa do material da madeira da Palma Mater que está na xiloteca do Jardim Botânico.

Hans Staden

Contam de Clarice Lispector

07/06

Assisti A mulher que matou os peixes e outras histórias, baseada em textos da Clarice Lispector, dirigida por Cristiana Moura. Tudo é bom e muito inspirado: a direção, o elenco (Mariana Lima, Renato Linhares e Luciana Frões), a direção de arte da Mari Stokler, a trilha do Lucas Marcier e a criação coletiva.Morrem os peixes, morre a Lisete, a Musa e outros bichos. O que eu mais gostei: do que é comoção pela Lu, da sua tartaruga,do macaco cachorro, do dinossauro cão Max, do homem que vira coelho, das princesas da Mariana e do choro de cara pro chão, do ritmo da peça, de todos tocando instrumentos, do ovo/voo da galinha, dos camarões... O que o Josué, meu filho de 6 anos, mais gostou: quando o homem joga o peixe na parede. Viver e morrer, viver e morrer, viver e morrer... Para fechar o domingo ao som da narração do jogo de futebol em Recife, onde o Sport fez 4 gols, segue o que João Cabral escreveu sobre a Clarice.

Contam de Clarice Lispector

Um dia, Clarice Lispector
intercambiava com amigos
dez mil anedotas de morte,
e do que tem de sério e circo.

Nisso, chegam outros amigos,
vindos do último futebol,
comentando o jogo, recontando-o.
refazendo-o, de gol a gol.

Quando o futebol esmorece,
abre a boca um silêncio enorme
e ouve-se a voz de Clarice:
Vamos voltar a falar de morte?

Refazenda

06/06

Por Mês