Arquivos para o mês de Junho de 2010

29/06

Primeiro ele me contou, o pequeno Josué, que o Sol era avô. Se os planetas são seus filhos, as luas são suas netas. Depois ele perguntou porque a lua não tinha nome.


– Filho, assim como Terra é o nome de um planeta, Lua é o nome de um satélite natural. Chamamos os outros 150 satélites naturais do sistema solar de luas porque o nosso é a referência para os demais. Lua vem de Luna, o nome romano da deusa grega Selene e segue o mesmo padrão – nomes de deuses romanos – dos outros objetos celestes.


Mas nada disso era tão claro como ficou por conta do sol avô do Josué.

maquininhas

29/06

PS

27/06


Cadeira verde vazia, mesas de madeira, bolsa de laptop, sacola plática, palco da  Casa da Gávea, microfone desplugado e Paulo Scott.

filme clip ficção

27/06

O filme Bitols, de André Arieta abriu a décima quarta edição da revista De Modo Geral. A edição é a protagonista, e isso pode irritar, mas acentua as idiossincrasias da cena musical de Porto Alegre nos anos 90. Um passo para frente e dois para trás. O filme, que segue e rebubina, se passa durante o dia de uma banda sem sonhos nem pesrpectivas. Imagens de arquivo nos levam para a dimensão da época e o cabeludo produtor Miranda anuncia o dilema a ser revelado: tudo bem não gravar um cd mas não é nada demais gravar uma demo. Parece fuleiro mas não para os Bitols. A vida é feita de tantos percalços, desentendimentos e falta de grana! A música Walter Waterloo é um fundamento. Um refrão napoleônico de hospício, faraônico de farol. É um filme sobre tudo que acontece quando nada acontece. Porto Alegre, bairro do Bonfim, onde ninguém dorme nem acorda do sonho. Se para o Miranda ficar no "querer ser" não basta, para o André bastou para fazer um filme muito bacana.



Carlos Sussekind e sua sabedoria

23/06

nosso querido autor que mente muito ganhou duas páginas na Ilustríssima de domingo. Leia aqui.


O Autor Mente Muito

revista DMG será na noite de são joão

21/06

Convidados muito especiais!


numa noite de vento terral

21/06

quando falam que não houve vítimas penso em ninhos, abelhas, besouros, bromélias...Praticamente um vulcão no Rio de Janeiro.            


                                   


Da Gávea a cena as 2h era menos incandescente.



 

Jabulani em zulu significa celebração

19/06

Já que em toda casa de menino não pode faltar uma bola, a fábrica também não pode parar. Na Copa de 2002, grávida do segundo filho, tropecei na bola do filho mais velho e caí de barriga no chão. A vida rola e em 2010 estamos todos aqui esperando a nossa Jabulani. Aqui a versão sem trilha (via Dedé). Muito legal!



neuroboy

18/06

para neuróticos do futuro! Os novos games serão controlados por ondas cerebrais. A empresa que criou chama-se NeuroSky e a tecnologia Mindset. Traduções literais: mecanismo da mente, jogo da mente, ocaso da mente.


A fera na selva de Bolaño

17/06

A arte, disse, é parte da história particular muito mais do que da história da arte propriamente dita. A arte, é a história particular. É a única história particular possível. É a história particular e ao mesmo tempo a matriz da história particular. E o que é a matriz da história particular?, perguntei. Ato contínuo pensei que me responderia: a arte. Também pensei, e esse foi um pensamento afável, que já estávamos bêbados e que era hora de voltar para casa. Mas meu amigo falou: a matriz da história particular é a história secreta.


...


Você deve estar se perguntando o que é a história secreta, disse meu amigo. Pois bem, a história secreta é aquela que nunca conheceremos, a que vivemos dia a dia, pensando que vivemos, pensando que temos tudo sob controle, pensando que o que passa batido por nós não tem importância. Mas tudo tem importância, cara! O que acontece é que não percebemos. Acreditamos que a arte vai por uma calçada e que a vida, nossa vida, vai pela outra, e não percebemos que isso é mentira.


O que existe entre uma calçada e outra?, ele me perguntou. Devo ter respondido alguma coisa, suponho, mas não me lembro do que disse porque nesse momento meu amigo viu um conhecido e o cumprimentou com a mão, desviando a atenção de mim.


O trecho é do conto Dentista do livro Putas Assassinas de Roberto Bolaño (Cia das Letras, 2008). Até o final a resposta fica no ar que se adensa nas "vertentes desconhecidas da noite".


O amigo é o dentista e o conhecido do amigo, que interrompe a conversa, é José Ramirez, o rapaz. Bolaño nos dá a bela visão (comum aos outros contos deste livro) de quando o mundo das sensações é explorado e experimentado e não somente organizado em literatura bela e "pronta". A escrita-leitura acontece no espaço "entre". O espaço entre uma calçada e outra, onde a arte e a vida – flexíveis, esponjosas, defeituosas e elásticas – podem se encontrar.


 

sexta

16/06

categoria

13/06

Alemanha X Austrália de um restaurante austríaco: Hansl.



 

COPA

13/06

tendência trancinhas


pena do Green (muita pena)


select canal vuvuzela (!!!!!!!)


Maradona curtiu


Zenani Mandela

11/06

Muito trágico o episódio da morte da bisneta de Mandela. Um contato com a dimensão terrivelmente humana por trás de uma festa que quase todo o mundo assistiu pela TV. A menina de 13 anos, feitos no dia anterior, morreu em um acidente ao sair de uma das maiores comemorações já realizadas em seu país. O fato virou notícia por conta de Zenani ser bisneta de quem é. E nada  – festa, shows, copa, comemorações, Mandela – impediu sua morte prematura. Senti pena quando vi sua foto. Talvez porque uma das coisas que penso quando alguem morre é que ela não verá a próxima Copa. Deus te acompanhe, Zenani!


com colírio e óculos escuros

11/06

A nova edição da Dazed&Confused tá lindona!


elegância de traços finos para envolver sentidos históricos

10/06

Incriveis as ilustrações do Marcus Wagner para a Folha de São Paulo.

Adoniran Barbosa

Ataulfo Alves



Assis Valente 

Cartola 

Dona Chiquinha Gonzaga 

Dorival Caymmi


Ernesto Nazareth 

Geraldo Pereira


Gonzagão

Nelson Cavaquinho 

Noel Rosa

Pixinhguinha 

Sinhô e Tia Ciata

Vanzolini 

Waldir Azevedo













Marinho | Mario Angel | OPERFIL

10/06

Chegaram as novas camisetas-muro do artista Marinho. Ele fez poucas e muito boas. Quem quiser é só ligar que vai voar rápido. Os tels dele: 85387322 ou 25137115.


À Deriva

OBJETO SIM OBJETO NÃO

09/06

Fred Coelho tem publicado em seu blog pensatas sobre o Rio de Janeiro. É um contraponto para o diálogo sobre a cena atual.

exposição

07/06

não se trata da exposição da pele aos raios solares, ou aquela que acontece em galerias e museus. E sim daquela que pode tornar o sujeito intratável. A exposição de pesamentos em palavras e ações. Considere Lima Barreto e sua mão asquerosa e as cortinas que se fechavam quando Nelson Rodrigues tocava a campainha. Imaginem amiguinhos atravessando a rua para não falar com o Waly Salomão ou a rejeição social que sofreu a "esquisita" Clarice Lispector. O fato é que eles foram sujeitos e não deixaram de expor suas almas. O melhor do filme sobre o Vinicius foi o Chico Buarque perguntando o que seria do poetinha hoje no tempo da política dos resultados. O que seria da Clarice hoje sem assessoria de comunicação?


Quanto o artista Ernesto Neto expôs quando criou com o Marcio e com a Laura, a galeria A gentil carioca? Ou a galera da praia quando fez do lugar a melhor festa de final de ano? Exemplos são milhares de gente que dá o passo pro meio e acredita no caldo compartilhado. Não adianta ser o mega master produtor cheio de equipamento bacana e não fazer nada de graça.  A vida é de graça. O Enrique Diaz leu um texto lindo sobre isso na peça "O otro". De graça nem sempre é sem ganhar dinheiro. De graça é pela graça de fazer e de viver.


 


 

sempre

06/06

De vez em quando passeamos por vazios de certezas. Numa dessas voltei desconfiando da palavra sempre. Amigos vieram em sua defesa ou no intuito de juntar questões. A Carô Veiga disse que é uma metáfora do tempo. O Carlito Azevedo provou que não é um prazinho qualquer como "já já" e "mês que vem" e trouxe palavras de Niestzsche para endurecer o discurso de que "sempre" não suporta a condição mutável dos sentimentos humanos. Bolaño, que segue as pessoas que entraram pelo buraco errado, me mostrou o milagre da transposição de sentimentos perdidos em palavras desenganadas. Descobri a verdade: "sempre" é apenas uma oficina de carros.


li no twitter do elrodris (que não é Paulo Scott)

06/06

- a ventania é o primeiro bicho da casa

o site de Roeland Otten

03/06

abre o "desktop" do designer que criou uma coleção de cadeiras tipográficas.   E ainda vem com a pastinha musical!


         

palavras que causam arrepios

01/06

SEMPRE: termo usado em velórios, em casamentos de princesa, em finais de histórias infantis ou para provocar emoções baratas.


Sempre é o "me engana que eu gosto" do nosso vocabulário.


Alguém saberia dizer: sempre é até quando?


 

presente

01/06

Ganhei o livro Transatlântico de Mariana Marques, uma edição perfeita da La Barca Editora.


Não conheço as pessoas que criaram este trabalho tão lindo mas fiquei muito feliz com a lembrança. São primos editoriais. Parentesco náutico e ultramarino!


Por Mês