Arquivos para o mês de Julho de 2010
Trabalhos dos alunos da Puc: Interfaces Físicas e Lógicas
Apresentação dos trabalhos dos alunos da disciplina Interfaces Físicas e Lógicas, da graduação em Design de Mídia Digital do Departamento de Artes & Design da Puc-Rio, dia 5/7/2010 - semestre 2010.1.
Alunos do João Bonelli parceiro dos projeto Vandelli e Glaziou.
CHACAL e o poema do meu coração
sentinela
teu jeito de elefanta contraído me angustia.
quem sou eu, quem és tu nessa manhã que se anuncia?
sentinela, minha nega, estou tomado pelo teu sentimento.
posso dizer que um elefante passa em mim
com seu passo lerdo, um tanto tardo de ser.
quando tu assoas tua tromba, sentinela, me assombra.
quem não ficaria sem ar com o teu passar resfriado
com teu ventre que abrange o mundo paralisado?
sentinela sentinela quem te deu esse nome bacana?
por que sais de manhã toda trêfega e só voltas sei lá quando?
sentinela, esse jeito avoado de quadrúpede no cio me assanha.
alguns te chamam elefanta, outros aliá e todos tem razão
menos eu sentinela, menos eu que sou assolado pelo teu sentimento.
por que não vieste a esse mundo, um walk talk, um disc man?
assim saberia operá-la ou escutar hendrix quando quisesse.
mas não. vieste elefante e para escutar teu berro lancinante
teu ronco visceral, fico impassível como um hidrante.
vai, sentinela, vai!
cambaleante pelas ruas do rio. boa sorte. seja feliz. até logo.
Luiz Schwarcz conta seus Primeiros Passos
O Blog da Companhia está muito bacana. Vale acompanhar a história do Luiz Schwarcz, um esboço de biografia. Uma graça também os posts da Júlia Moritz Schwarcz: tirinhas.

NO campo DAS OBSESSões
Anna Dantes

conversa sobre

com Carlito Azevedo

editores em manguinhos
A edição da revista setor x é o fio condutor do programa de formação do núcleo editorial em Manguinhos.
O projeto elaborado pela Dantes Editora permitirá que alunos participem do processo editorial enquanto aprendem a operar programas como Indesign, Photoshop e Illustrator e Dreamweaver.
A edição de uma revista atravessa diversas etapas conduzindo a equipe a experimentação de técnicas e procedimentos editoriais: pauta, geração de conteúdo, fotografia, texto, ilustração, revisão, edição e preparação de originais.
O conteúdo será apresentado da seguinte forma:
• blog-diário do processo editorial
• revista impressa
• site que veiculará conteúdos extras (vídeos, fotos, textos, ilustrações), o blog-diário, o arquivo digital revista.
SETOR X é uma reflexão sobre a interação das diferentes produções humanas.
A especialização dos saberes, muitas vezes, provoca fronteiras entre as áreas do conhecimento humano. A opção editorial da revista SETOR X visa à formação de links que favoreçam abordagens multidisciplinares entre áreas como biologia, arquitetura, música, medicina, tecnologia, artes plásticas, crônica social, educação física, história, artes cênicas, cinema, grafite, culinária, tecnologia, literatura, psicanálise, ecologia ou poesia.
X é a multiplicação, o antagonismo, a incógnita e o anonimato. SETOR X aborda também a vida quando o dinheiro não é a alavanca motora. Neste aspecto o SETOR X é o que acontece nas frestas, espaços entre os alvos publicitários das grandes empresas. O SETOR X denomina o caldo cultural que as pessoas geram a partir de suas invenções no sentido de driblar ou de se sustentar apesar dos mecanismos do mercado.
O SETOR X pode ser entendido como a membrana que envolve o padrão de comportamento estabelecido ou o que se cria à revelia ou à deriva de objetivos socioeconômicos e políticos.
Não se trata, porém, de uma publicação sobre cultura marginal.
O SETOR X faz parte da malha social embora trate da cultura não celebrizada
BIRA
O artista Ubirajara Rodrigues pratica um método didático integrado e dinâmico em sua oficina de artes na Casa Viva e na Biblioteca Parque de Manguinhos. Seus alunos, entre 8 e 14 anos, aprendem as noções artísticas de estilização, perspectiva, composição e proporção no decorrer da criação de um projeto. Ubirajara me contou sobre seu trabalho com uma maquete que está ligado a criação de um mural. Ele conduz suas aulas da seguinte maneira (o vídeo mostra algumas etapas): 1. ida a campo fotografar a paisagem de Manguinhos. 2. escolha de uma das fotos. 3. desenhos sobre a foto com alterações imaginárias na paisagem indicando mudanças na qualidade de vida dos habitantes. 4. transferência dos desenhos para o formato 3D da maquete. 5. fotografia e filmagem da maquete. 6. criação um grande painel a partir da maquete (vi o esboço à lápis feito a partir de uma aula em que usaram o barbante para projetar as escalas). 7. pintura do painel em uma das paredes da paisagem fotografada.
Ubrirajara filma e edita as aulas. Sensibilidade aberta aos sons e interesses da meninada. Tem mais coisa em seu canal no youtube.
1. 2.


1. resenha de Érico Melo para o catálogo da exposição de Gordon Matta-Clark
2. O país distorcido. O Brasil, a globalização e a cidadania. Milton Santos. Publifolha, 2002. (p.129)
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