Arquivos para o mês de Agosto de 2009

Sr Monné e os visitantes de flores

30/08

A coleção de entomologia do Museu Nacional é cuidada pelo professor Monné, um catalão bem humorado que sabe tudo sobre insetos. Estivemos lá para montar as caixas que vão para a exposição do Vandelli no Inhotim. Monne chama os insetos de visitantes de flores. É incrível pois nas caixas lotadas de exemplares é a individualidade que surpreende. São milhões de possibilidades de cores e grafismos na mesma espécie. Imagina-se o mundo através dos insetos fazendo turismo em canteiros de flores. Dá para visitar aqui:


POR AÍ

27/08

Engraçado que o que aconteceu na segunda e na terça já parece passado (talvez por que esta seja a condição existencial destes lugares): Tiradentes, Vitoriano Veloso (Bichinho), Prados e Dores do Campos. A companhia do arquiteto Israel Nunes, que trabalha no projeto da exposição do Vandelli no Inhotim, foi incrível! Aqui uma lembrança da olaria do sr. Luis: engenho de barro.


César Aira e Rugendas

22/08

Li recentemente o livro do César Aira, Un episodio en la vida del pintor viajero que ganhei da Ana Rosa, uma das autoras do livro que publicamos sobre as palmeiras. A história é inacreditável e até agora não sei se é mesmo para acreditar. Nunca imaginei Rugendas com nervos faciais detonados e sob o efeito da morfina. É alucinante imaginar tudo de fantástico-natural que devia acontecer para quem se embrenhava por lugares que pareciam sem fronteira. O Gustavo Martinelli, que ainda costuma viajar como os naturalisatas de antigamente, diz que as matas são cortadas por estradas e que os vestígios das trilhas passadas ficam em ilhas de vegetação. Em Minas, de onde voltei recentemente e para onde vou novamente amanhã, eles chamam a paisagem de "mar de morros" e as ilhas são as pequenas matas que ainda ficam no cucuruto.
 Procurei um site com Rugendas catalogado, ainda não achei. Mas adorei as cores desta cena mexicana.

eu quero

18/08

Dez motivos que Isaac Bashevis Singer enumerou para escrever para crianças:

1. Crianças leem livros, e não resenhas. Elas não dão a menor bola para os críticos.
2 Crianças não leem para encontrar sua identidade.
3. Elas não leem para se sentir livres de culpa, para aplacar sua sede de revolta, ou para fugir da alienação.
4.  Elas não veem utilidade na psicologia.
5. Elas detestam sociologia.
6. Elas não tentam entender Kafka ou o Finnegans Wake.
7. Elas continuam acreditando em Deus, na família, anjos, demônios, bruxas, duendes, clareza, lógica, pontuação, e outras coisas obsoletas como essas.
8. Elas amam histórias interessantes, e desprezam comentários, explicações e notas de rodapé.
9. Quando um livro é chato, elas bocejam descaradamente, sem qualquer vergonha ou medo de autoridade.
10. Elas não esperam que seu amado escritor redima a humanidade. Embora muito novas, as crianças sabem que ele não tem esse poder. Só os adultos alimentam ilusões tão infantis

Amo a gávea

16/08

Mandei um email para o site Amo a Gávea do Bruno Natal
com uma idéia para o muro dos fundos Shopping da Gávea. Gostaria de iniciar uma campanha para que os administradores do shopping convidem o Antonio Bokel para ilustrar o paredão com um afresco muralista de uma manada de elefantes voadores [presentes na sua obra atualmente].

REPERCUTE

07/08

E surgiram pessoas dos varios cantos. Que se sentaram nas cadeiras de verde e assistiram as palmeiras. Depois caminharam e ajudaram a plantar, em homenagem a Waly, a palmeira pati: uma adolescente de 13 anos e 5 metros de altura. De volta ao teatro de fundo infinito começamos a leitura. Salve Waly!  Quando a leitura começou não consegui mais fotografar. Quem tiver filme ou foto manda para mim. Quem viu viu. Quem ouviu sentiu. Quem viveu lembrará.



Obrigado Jardim Botânico, Liszt, Ana Rosa, Malu, Ricardo, Isabel, Guido, Leticia, Wallace, Arto, Ava, Neto, Luiz, Omar, Marta, Mariana, Phylis, Lucas, Ericson, Freddy, Michel, Anderson, LG, Rosa, Zilda, Israel, João, Lili, Mari, Josué, Vicente, Dani, Cyria, Karen, Marta, Suzana, Davi, José, Maria Luiza e suas amiguinhas, Denise, Elisa, Paula, Noah, Lidia, Gustavo, Marcus, mãe, pai, Alayzinha, Julia, Juli, Davi, Rita, Alice, Renata, Lu, Gilberto, Carô, Flu, David e todas as pessoas que conseguiram escapar da rotina para uma tarde de poesia. Valeu!

ELIPSES SERTANEJAS de Waly Salomão/ como eu escreveria para ele: é HOJE!!!!

06/08

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Eu não nascí pra ser clássico de nascença:
Assestar o olímpico olhar sobre o mundo nítido,
Filtrar os miasmas externos e os espasmos do ego,
Sob a impassibilidade dos céus tranquilos e claros…
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Não cultivei nem cultivo a palidez altiva, a altivez seráfica……
Curto Sertum Palmarum Brasiliensium de J. Barbosa Rodrigues.
Talhe elegante das palmeiras do sertão brasileiro.
Sondar com os olhos insondáveis.
Perpassar as vistas pelo mundo e vê-lo
Depurado
Da obsessão de cifra.
Indecifráveis palmeiras. Com que fito decifrá-las ?
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Fiz tudo ao contrário…Sou todo ao convulsivo…
Cafarnaum de vielas e becos-sem-saídas…
Quebra-queixo feito da crosta de dura substância…………………. …………………………………..…………..acervo de gravatás …………………….…………..espinheirais de pé de quixabeira ..………………………………..umbuzeiro retorcido da caatinga…
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Um pária da família humana,
Cheio da paina das questões crispadas, cifradas, irresolvidas.
Cafarnaum de vielas e becos-sem-saídas………………………..
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Vim da dureza feito gumes…………………………….
Desavim…pontudo…áspero e intratável como o cacto libertino…
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Lançamento dia 6 de agosto 16h/ As palmeiras-imperiais do Jardim Botânico

02/08

Plantio de uma palmeira em homenagem a Waly Salomão e leitura de suas poesias.


As palmeiras-imperiais do Jardim Botânico

Por Mês