Arquivos para o mês de Agosto de 2011
Guilherme mansur e sua chuva de poesia
Um dia no século XVIII atravessei a Mantiqueira e fui conhecer o mestre que faz chover poesia em Outro Preto. Séculos de amizade e profunda admiração. No dia 14/08/2011 ele fez chover do céu azul.





The Tree of Life
As manhãs de segunda não são mais as mesmas. Saio do piscina e pego um taxi. Entro no cinema para ver A árvore da vida de Terrence Malick. São 10h30 e um rapaz morreu. Natureza é violência e buscamos o estado de graça. O filho que é parte de uma cadeia de vida muito maior. Minha irmã já me disse que as novas mudanças não serão aclamadas nem vistas, serão sentidas. Na projeção que assisti, a sensação se faz presente. A subjetividade é o que temos em nossas mentes e não podemos explicar. Sean Penn não fala, suas frases sussuradas são tão contemporâneas. Sua textura é contemporânea, bela, triste e concreta.
copio um texto do Paulo Scott
alguém está pronto?
.
o que impulsiona, escudeiro e decisivo, o instante que me fez escrever sobre a tua presença não se confunde com a permanência do afeto que nascendo da repetência diária me perseguirá por anos; nem sempre consegui escrever sobre quem mais gostava; talvez a melhor companhia tenha me escapado sem palavras; é raro escrever um poema com endereço verídico; um registro não é uma declaração e também não é poesia; um amor tentando amor pode acabar com muitas amizades (conheço um que desgraçou três pessoas, e não tenho notícia de que conseguiram sair da segunda parte); segunda parte, segundo romance; partilho esse impulso, a facilidade de me desligar e não te esquecer; você tem noção do desespero enredado nas tentativas quando as tentativas viram alimento? quando a música é programação de jóquei clube e asilo de cegos onde as crianças têm medo de entrar?; a pessoas que mais me amou me disse na semana passada: os outros não têm ideia do quanto é difícil ficar ao teu lado; não sei como cheguei aqui, espero não ser ainda mais nocivo por insistir que seria um erro atender ao instinto; há madrugadas que sempre chegam e um respirar em apnéia que vive das coisas novas, e há tuas mãos que me protegem, ainda assim sobre minha visita nada em tua casa consegue dormir
.
[tem mais no Ithaca road]
linha reta
Durante os últimos doze meses, circulei em linha reta pelo Rio de Janeiro. O laboratório do Setor X (em breve teremos a festa de lançamento da primeira revista) me projetou para Manguinhos, os escritos do Marcelo Yuka foram o porto da Tijuca, o livro da Escola de Botânica Tropical proporcionou o a viagem no tempo pelo Horto e seu Solar da Imperatriz. Tudo partindo da Gávea, plataforma localizada no mastro mais alto da nave dantes.

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