Livros

O catálogo do conde de Fortsas

Renier-Hubert Ghislain Chalon

Edição numerada e quase esgotada de 130 exemplares
Constitui este livro:
Apresentação:José Mindlin,
notas sobre encadernação:
D. Thereza N. Brandão Teixeira,
introdução:Cristina Antunes,
tradução do francês: Zoraide Gerteiny,
Edição: À Colecionadora & Dantes Editora
Impressão: Zen Serigrafia
papéis: Fine Papers.

390,00

O catálogo do conde de Fortsas anunciou em 1840, na Bélgica, o leilão de uma biblioteca incomum formada apenas por exemplares únicos. No disputado dia do evento descobriu-se que tudo não passava de uma farsa pregada aos colecionadores: o conde não existia e os livros eram todos inventados. Tudo fora criado por pura diversão.
A versão do livro, produzida pela Dantes editora e À Colecionadora, foi criada a partir de inúmeros encontros em dias em que, coincidentemente, chovia na cidade do Rio. Pode parecer estranho, até mesmo para nós, habitantes deste imenso cartão postal (ref: só vendo a vista de Marcos Chaves).
Neste mesmo ano de 2006 a Dantes Editora lançou o seu novo formato editora-livraria à convite do Riocenacontemporânea, uma nau-caravela para lá de contemporânea, com velas feitas de bandeirolas cariocas (pipas) e um barco construído de papel refilado
onde os integrantes jogavam baralho na estação leopoldina. Lá também, a convite de Fabio Ferreira, por sugestão de Anna, À Colecionadora lançou seu novo formato,
desfile monólogo de uma coleção intermediária, onde a roupa desfilava desenhos (interpretados por
Luciana Fróes).
No final de 2006, a parceria rolou no desfile Dantes À Colecionadora, intitulado por Chacal, esse livro não me sai da cabeça, à convite d’A Gentil Carioca, no lancamento
da exposição De repente Livros. Lá, amigos, parceiros e os anfitriões ilustres Laura Lima, Ernesto Neto e Marcio Botner desfilaram pela primeira vez livros, ao invés de roupas. Quem viu, riu. Quem vestiu, viu.
Ao mesmo tempo acontecia o rio-cidade-pirata, bazar itinerante no verão (nada chuvoso) carioca 2006–2007 onde livros se metamorfoseavam em roupas e roupas viravam livros.
Em 2007, a nau da Dantes fez escala em Portugal para inaugurar seu “mega projeto editorial” O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli e Luiza fez as malas com seus “artisticos” flying dresses para apresentá-los em uma exposição individual numa das mais impostantes galerias de arte contemporânea da Bélgica. Isso tudo parece outra história, mas não é. Porque tanto
À Colecionadora quanto a Dantes tem por signo incluir seus projetos em todas as suas experiências (de vida).
Em agosto de 2007, em parceria com a Zen Serigrafia, o livro O catálogo de Conde de Fortsas foi finalmente publicado [!]
A Zen Serigrafia foi responsável por dar o acabamento do projeto, que conta até hoje com muitas adesões como Jose Mindlin, que cedeu a primeira edicão de 1840 para o fac-símile e da Fine Papers, que cedeu os papéis importados e maravilhosos que viraram a casa, a cara e a roupa do livro.
O lançamento no Rio aconteceu no evento Multiplicidade, à convite de Batman Zavareze. Trouxemos de Los Angeles o Dj Daedelus para tocar exclusivamente no evento (Anna havia assistido uma perfomance do artista um evento da Hiper-sônica). Luciana Fróes e Phylis Huber contaram a história num lindo mis-en-scène e Paulo Betti encarnou o homem carneiro, personagem literário do autor japonês Haruki Murakami, que, para nós, representa as conexões da mente do ser humano e deste com sua própria realidade.
O lançamento em São Paulo foi na Loja do Bispo, à convite de Pinky Wainer, e lá foi
entregue o exemplar número 1 (todos os exemplares
do livro são numerados. E são apemas 130) ao dr. José Mindlin.
O lançamento na Bélgica começou num dia chuvoso (é claro) em Binche (cidade onde aconteceria
o leilão ao qual o catálogo se refere), e no fim do mesmo dia em Bruxelas, na galeria Catherine
Bastide, com a presença da propria Catherine, e entre outros, dos artistas Isabelle Arthuis, Erwan Maheo e João Modé.
Ainda no Rio, o projeto ocupou a Vitrine da Travessa do Leblon, no Natal de 2007, com uma leitura dominical especialíssima para convidados.

Finalmente, o projeto do livro se estendeu ao lançamento da coleção de roupas na Daqui.
Daqui do Brasil, no Leblon, levou o Conde de Fortsas para a rua.
O perfume, a partir da Colônia Fougère, do sec XIX, foi desenvolvido exclusivamente para o projeto Fortsas
de Dantes À Colecionadora, pela BioInter.
Lembra um tempo que ja existiu e tem o efeito reconfortante de talco neste mundo cítrico.
A coleção, prêt-a-porter, é toda preto e branco. Simples, procura formas inessenciais (ou essenciais) de traduzir (primeiramente) vestidos. Ou bermudas, blusas segunda-pele fake onde cada um pode virar pessoinhas* (ver notas) desta grande gigabiblio* (ver notas), t-shirts re-pops, bottons locmotivos, saias judokas gigabiblios, gigabolsões, lenços-cangas, camisas, ceroulas, cachecóis-carneiro. Tudo muito conciso, exclusivo e em quantidade numerada e eterna.
Como mensagem de biscoito da sorte, poderíamos dizer: os projetos, outrora imaginários, se tornarão reais?
E de reais, futuramente, tornar-se-ão imaginarios?
As verdades são ocultas(ou aparentes?).
Onde - é +
E toda coleçao tem uma errata.
A errata síntese do projeto, esta é foi feita pela
Noa Noa de Cleber Teixeira e especialmente
impressa para o projeto.

* pessoinhas: pessoas e bichos de todos os tempos recortados em um só lugar; constelaçao da via lactea.
* gigabiblio: metaesquema projetual em perspectiva e ocupação desta mesma perspectiva; constelação idem ao cubo.

catálogo da editora

Babel

Babel

conde de fortsas

conde de fortsas

o gabinete de curiosidades

o gabinete de curiosidades

Sebastião

Sebastião

3 contos

3 contos

Ana Miranda

Ana Miranda

Dois Irmãos

Dois Irmãos